-
FBI divulga imagens de indivíduo ligado a desaparecimento da mãe de apresentadora
-
Cilic conquista 600ª vitória na ATP, ficando atrás apenas de Djokovic
-
United arranca empate, Chelsea tropeça e Tottenham perde em casa na Premier League
-
Freiburg elimina Hertha Berlim nos pênaltis e vai às semis da Copa da Alemanha
-
Governo da Colômbia e ELN negociavam em sigilo antes de reunião com Trump
-
Aliado de María Corina inicia prisão domiciliar após pedir eleições na Venezuela
-
'É para vocês', diz patinador americano em homenagem aos pais, falecidos em acidente de avião
-
Gisèle Pelicot explica por que quis que seu julgamento fosse público
-
Secretário de Comércio dos EUA admite que visitou ilha de Epstein
-
Responsáveis por agências migratórias participam de audiência tensa no Congresso dos EUA
-
Ingram substitui o lesionado Stephen Curry no All-Star Game da NBA
-
Shows de bandas de heavy metal são cancelados na Turquia após pressão islamista
-
Cubanos recorrem a carvão e energia solar para driblar crise energética
-
Progressistas democratas propõem resolução para pôr fim à Doutrina Monroe nos EUA
-
Cinco cabeças de chave são eliminadas do WTA 1000 de Doha; Swiatek e Rybakina avançam
-
Responsáveis por agências migratórias comparecem ao Congresso dos EUA
-
Biatleta norueguês confessa infidelidade após ganhar medalha de bronze nos Jogos de Inverno
-
Da guerra ao ringue: o boxe como terapia para meninas e adolescentes em Gaza
-
Filho da princesa da Noruega nega que uma das denunciantes de estupro estivesse dormindo
-
França faz apelo a testemunhas após detenção de acusado de abusar de 89 menores
-
'Nova' Fórmula 1 inicia temporada com testes oficiais no Bahrein
-
Aliado de Machado é transferido para prisão domiciliar após 2ª detenção na Venezuela
-
Prefeito e presidente de clube de futebol são presos por suspeita de corrupção no Equador
-
América do México anuncia contratação por empréstimo do meia Lima, do Fluminense
-
Citado nos arquivos do caso Epstein, ex-atacante francês Franck Ribéry denuncia 'fake news'
-
Telefónica, dona da Vivo, vende filial no Chile e aprofunda saída da América Latina
-
Campeã olímpica do esqui alpino recebe nova medalha após a primeira quebrar
-
Starmer afirma que seu governo está 'forte e unido' apesar do escândalo Epstein
-
Filho da princesa da Noruega nega que sua segunda suposta vítima estivesse dormindo
-
JD Vance chega ao Azerbaijão em viagem de paz após visitar a Armênia
-
Parlamento Europeu aprova regras para endurecer a política migratória
-
Sagrada Família em Barcelona chega ao topo com conclusão de obras em aberto
-
Parlamento Europeu adota salvaguardas para agricultores em acordo com Mercosul
-
Chile lança Latam-GPT, IA que busca romper preconceitos sobre a América Latina
-
ONG faz buscas aéreas por barcos de migrantes em perigo
-
Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças
-
O sucesso dos aplicativos de 'desconexão' contra os algoritmos
-
Quenianos relatam mentiras e traumas do recrutamento forçado russo
-
Netanyahu viaja aos EUA para se reunir com Trump e pressionar contra o programa de mísseis do Irã
-
Chappell Roan deixa sua agência após CEO da empresa aparecer nos arquivos de Epstein
-
COI autoriza atleta ucraniano a utilizar braçadeira preta em homenagem aos mortos na guerra
-
Arquivos Epstein mancham reputação de empresários, políticos e realezas
-
Polícia sul-coreana faz operação em agência de inteligência por incursão de drones na Coreia do Norte
-
Janeiro combinou extremos de calor no hemisfério sul e frio intenso no norte
-
Ameaças comerciais dos Estados Unidos não terminaram, diz Macron
-
Avanço da capacidade solar e eólica desacelera no mundo
-
Partido da premiê obtém supermaioria nas eleições legislativas japonesas
-
Transparência Internacional faz alerta sobre agravamento da corrupção no mundo
-
Premiê australiano 'devastado' com violência em protesto contra presidente israelense
-
Zelensky defende uso de capacete nos Jogos de Inverno com fotos de atletas ucranianos mortos pela Rússia
Incêndios florestais de grande magnitude são a 'nova normalidade' da Patagônia, diz especialista
Os incêndios florestais como os que acontecem na Patagônia argentina, com mais de 60 mil hectares devastados, serão cada vez mais vorazes, frequentes e difíceis de extinguir devido ao impacto das ondas de calor, à desertificação e ao aumento da população, ocasionando uma mudança profunda no ecossistema.
Foi assim que explicou à AFP o biólogo e pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), Thomas Kitzberger, que há quatro décadas estuda a gênese e o impacto do que define como "uma nova normalidade" à qual o ser humano deve se adaptar, como a natureza faz.
Sob condições normais, estas florestas são pouco inflamáveis devido ao alto teor de umidade. Mas estamos vendo uma mudança nisso, o que impacta no regime de fogo, com áreas queimadas anuais que passaram de milhares de hectares para dezenas de milhares. Multiplicamos por dez o número de hectares queimados nos últimos 20 anos, de modo que já estamos entrando em uma nova normalidade: todos os anos ocorrem incêndios em mais de 10 mil hectares.
Atribuímos isso a uma multicausalidade: estamos atravessando um período com mais recorrência de ondas de calor, com uma tendência, nos últimos 50 anos, à desertificação e à redução das precipitações no inverno, o que faz com que a vegetação chegue ao verão com déficit hídrico, mais propensa ao fogo.
Os modelos climáticos indicam que, até o final deste século, a Patagônia vai aquecer entre 2 a 4 graus, dependendo dos cenários de emissão de gases de efeito estufa, e as precipitações diminuirão 20%. Estes modelos já estão se confirmando, quase todos os anos batemos recordes de temperatura. Até o final deste século, a probabilidade de incêndios se multiplicará entre quatro a sete vezes.
A diminuição da superfície de florestas e sua substituição por matagais. Há uma degradação ambiental muito importante, além de mudanças econômicas e sociais, porque os serviços turísticos associados à floresta terão prejuízos.
Nos próximos anos, praticamente metade do Parque Nacional de Los Alerces (com um total de cerca de 260 mil hectares) não poderá ser visitada devido à degradação da paisagem, algo incompatível com as expectativas da sociedade, que sempre considerou esta região como intocada.
Sim. Há uma conversão de florestas em matagais, um ecossistema mais inflamável, como uma retroalimentação positiva. Além disso, vemos perdas de florestas de altitude, as de lengas (nativas) que, por sua umidade natural, não propagam fogo, mas, afetadas por secas, como observado nos últimos anos, elas queimam. A degradação é muito forte porque as condições climáticas não favorecem sua regeneração.
Um exemplar adulto de lariço (entre 500 e 1.000 anos) resiste ao fogo porque sua casca é muito dura, mas os juvenis queimam. Se a frequência de incêndios aumentar, o lariçal se regenerará cada vez menos.
Os pinheiros foram introduzidos nos anos 1960 para o desenvolvimento florestal, mas acabou sendo uma armadilha para a vida da floresta (...) Eles acabarão dominando a paisagem, que será cada vez mais inflamável.
Há mais tempestade elétricas na região, com pouca precipitação porque ocorrem na estação seca. Isso provoca alta probabilidade de incêndios por queda de raios. Muitas vezes em locais de difícil acesso. A falta de ataque precoce faz com que se tornem incontroláveis e que os brigadistas fiquem sobrecarregados, como agora, que é muito pouco o que podem fazer: apenas mitigar, proteger vidas humanas e casas. Estão esperando a chuva ou conseguir desviar o fogo.
Além disso, o forte crescimento da população (na área de florestas) faz com que os novos habitantes tenham pouca consciência dos riscos, sem educação em prevenção por meio de poda para reduzir a biomassa.
Neste ano, há dois grandes incêndios, um natural e outro provocado, mas ambos se tornaram de grande magnitude, o que mostra que, independentemente da causa, temos um problema.
Se propagam de forma subterrânea pelas raízes. São difíceis de combater porque não são vistos; são incêndios latentes que, quando as condições atmosféricas permitem, produzem focos. A guarda de cinzas é quando o fogo já queimou as copas e pode ter atividade subterrânea. Um processo que pode durar meses, até o outono, quando chegam as grandes chuvas.
A Patagônia está sob uma espécie de malefício. Todos os indicadores, humanos e climáticos, prenunciam que estes fenômenos serão maiores, mais severos e mais frequentes.
A.F.Rosado--PC