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As consequências de um 'shutdown' nos Estados Unidos
A iminente paralisação dos serviços públicos nos Estados Unidos afetará muitas áreas, dos funcionários públicos que não receberão salários aos cortes nos programas de ajuda alimentar, passando por atrasos em voos, com uma profundidade que variará de acordo com a duração do "shutdown".
- Funcionários e militares sem salários -
Quase 1,5 milhão de funcionários públicos federais e dois milhões de militares não receberão salários durante o "shutdown", segundo o Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) da Casa Branca.
Alguns, que exercem funções consideradas "essenciais", devem continuar trabalhando. Outros funcionários entrarão em desemprego técnico. Receberão o salário de forma retroativa após uma resolução para a paralisação orçamentária.
- Tráfego aéreo perturbado, parques fechados -
Atrasos consideráveis podem ser registrados nos aeroportos, pois os controladores do tráfego aéreo e os funcionários da Administração para a Segurança dos Transportes (TSA) trabalharão sem remuneração.
Os controles de segurança previsivelmente serão mais demorados. Durante o último 'shutdown', entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, os voos foram temporariamente suspensos em alguns aeroportos.
Vários parques nacionais famosos, como Yosemite e Yellowstone, e inclusive a Estátua da Liberdade, permanecerão fechados ou não oferecerão serviços.
- Alerta sobre subsídios -
Quase sete milhões de mulheres crianças podem perder a ajuda alimentar, segundo a Casa Branca.
A ajuda para as vítimas de catástrofes naturais será adiada.
- Serviços essenciais -
Os "serviços essenciais" continuarão operacionais, como a proteção das fronteiras, atendimento médico hospitalar, controle do tráfego aéreo, aplicação da lei ou manutenção da rede de energia elétrica.
Os gastos com aposentadoria e saúde para idosos de baixa renda no âmbito dos programas Medicare e Medicaid serão mantidos, mas os novos pedidos de inscrição serão suspensos.
A Receita Federal interromperá o atendimento.
- Segurança nacional -
Um funcionário do Departamento de Estado alertou que é necessário manter, além da ajuda financeira à Ucrânia, a ajuda humanitária no mundo, os recursos dedicados à crise migratória ou à luta contra a violência na África.
"Os atrasos no acesso a estes recursos colocam em perigo a segurança nacional dos Estados Unidos e abrem espaço para China e Rússia", advertiu a fonte.
- Dívida e PIB -
A agência de classificação financeira Moody's, a única que mantém a nota máxima AAA para a dívida americana, pode rebaixar sua avaliação.
Cada semana de "shutdown" pode custar 0,2 ponto percentual ao PIB dos Estados Unidos no quarto trimestre, segundo o banco Goldman Sachs.
Os dados econômicos não serão publicados. Os números do PIB, inflação, desemprego, entre outras, serão divulgados apenas quando a crise for solucionada.
P.Sousa--PC