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'Rainha do lixo' na Suécia é condenada a seis anos de prisão por despejar resíduos
Um tribunal sueco condenou, nesta terça-feira (17), dez pessoas por despejo ilegal de resíduos tóxicos, incluindo uma ex-stripper conhecida como "rainha do lixo", no maior julgamento por crimes ambientais da história do país.
Os cinco principais réus, que negaram as acusações, foram condenados a penas de prisão de dois a seis anos. Os promotores haviam pedido penas de seis anos de prisão para os cinco.
A empresa de gestão de resíduos Think Pink foi considerada culpada de despejar ou enterrar aproximadamente 200.000 toneladas de resíduos da capital Estocolmo em 21 locais diferentes entre 2015 e 2020 e de não ter a intenção de tratá-los adequadamente.
Na decisão de 692 páginas, o tribunal do distrito de Södertörn condenou a ex-CEO da Think Pink, Bella Nilsson, a seis anos de prisão por "crime ambiental com agravante".
Nilsson trabalhou como stripper e administrou uma boate de striptease em Estocolmo na década de 1990. No final daquela década, ela foi condenada por crimes de contabilidade.
"As atividades de gestão de resíduos da empresa representavam riscos, em alguns casos significativos, à saúde humana e ao meio ambiente", escreveu o juiz Niklas Schullerqvist em um comunicado.
A Think Pink tinha contratos com municípios, construtoras, cooperativas habitacionais e pessoas físicas para o descarte de materiais de construção, mas também de eletrônicos, metais, plásticos, madeira, pneus e brinquedos.
A empresa deixou para trás um rastro de resíduos sem classificá-los.
Segundo a Justiça, os resíduos liberavam altos níveis de compostos tóxicos de PCB, chumbo, mercúrio e arsênio, o que representa um risco à saúde de pessoas, animais e plantas.
Nilsson escreveu uma autobiografia e ganhou um prêmio de prestígio em 2018 por seu espírito empreendedor à frente da Think Pink.
A.Magalhes--PC