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Militares e policiais entram em prisão equatoriana, palco de massacres
Centenas de militares e policiais do Equador entraram nesta quinta-feira (9), pelo segundo dia consecutivo, em uma prisão no porto de Guayaquil, no sudoeste, principal palco de massacres entre presos no país, com mais de 460 mortes desde 2021, de acordo com as Forças Armadas.
A força pública ingressou no presídio Guayas 1 - o maior de um grande complexo penitenciário - em busca de armas, explosivos e outros objetos proibidos e para manter o controle do local, informou a instituição em um comunicado.
Na prisão, onde foram registrados os maiores massacres por confrontos entre presos ligados ao tráfico de drogas que disputam o poder, os agentes encontraram, na quarta-feira, cinco armas, uma granada e cerca de 4.200 munições, conforme um balanço oficial preliminar.
Cerca de 1.700 agentes armados com fuzis e apoiados por veículos blindados participaram da operação.
Imagens compartilhadas pela polícia nesta quinta-feira mostraram dezenas de presos correndo de uma instalação até um pátio, para deitarem de bruços diante dos agentes fardados. "Pro chão, deita (...) Andando, andando...", ordenou um policial.
Antes de entrar nos pavilhões de celas, os agentes, armados com escudos, capacetes e coletes à prova de balas, advertiam os presos, por meio de megafones, para não se oporem à operação de "controle", pois, "caso contrário, as Forças Armadas e a Polícia Nacional farão o uso legítimo e progressivo da força".
As autoridades não relataram incidentes nesta nova incursão de soldados e policiais no Guayas 1, onde, na segunda-feira (6), confrontos entre presos já haviam deixado dois feridos, segundo o órgão estatal responsável pelas prisões, o SNAI.
O SNAI reportou que, na quarta-feira, "ocorreu a morte" do líder de uma das quadrilhas criminosas em outra das cinco prisões que integram o complexo penitenciário de Guayaquil, sem especificar a causa.
As violentas prisões equatorianas se tornaram centros de operações de organizações ligadas aos cartéis mexicanos e colombianos. Os confrontos entre grupos criminosos para assumir o controle do negócio deixaram mais de 460 presos mortos desde fevereiro de 2021.
As disputas se estendem às ruas, onde corpos desmembrados e pendurados em pontes foram encontrados, ao estilo dos narcotraficantes mexicanos.
E.Paulino--PC