-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
Suspeito por tiros contra estudantes palestinos nos EUA deve responder por 'crime de ódio'
Um homem foi acusado nesta segunda-feira (27) de tentativa de assassinato no estado de Vermont, no nordeste dos Estados Unidos, por um ataque a tiros contra três estudantes universitários de ascendência palestina, em um incidente que as autoridades americanas estão considerando como "um crime motivado pelo ódio".
A promotora do estado de Vermont, Sarah George, afirmou que ainda não havia evidências suficientes para fundamentar a acusação de crime de ódio contra o suspeito, identificado como Jason Eaton, de 48 anos, que foi preso no domingo.
Mas "quero ser clara", disse George aos repórteres em Burlington, a cidade no nordeste dos Estados Unidos onde ocorreu o tiroteio. "Não há dúvida de que foi um ato de ódio."
As evidências coletadas durante uma busca no apartamento de Eaton, bem como dados adicionais, "deram aos investigadores e promotores causa provável para acreditar que o senhor Eaton cometeu o ataque", afirmou o chefe de polícia da cidade de Burlington, Jon Murad, em comunicado.
Porta-vozes da polícia haviam declarado anteriormente que o autor era "um homem branco que portava uma pistola", que agiu sem dizer uma palavra e "disparou pelo menos quatro balas".
O incidente ocorreu em meio a altas tensões e episódios de violência registrados em campi de universidades e em outras partes dos Estados Unidos, simultaneamente ao conflito entre Israel e o grupo islamista palestino Hamas.
Um comunicado policial indicou que duas das vítimas estão em condição estável e a terceira sofreu "ferimentos muito mais graves". Dois são cidadãos dos Estados Unidos e outro tem residência legal no país.
Embora ainda não tenham chegado a uma conclusão sobre a motivação do atirador, foi confirmado que dois dos jovens usavam "keffiyehs", o tradicional lenço de cabeça palestino preto e branco.
"Neste momento tão tenso, ninguém pode ver este incidente e não suspeitar que pode ter sido um crime motivado pelo ódio", afirmou Murad em nota.
As três vítimas eram formadas na Ramallah Friends School, uma escola privada Quaker no território palestino da Cisjordânia, e agora frequentam diferentes universidades no nordeste dos Estados Unidos, de acordo com um comunicado de um porta-voz das famílias das vítimas.
"Como pais estamos devastados com a horrível notícia de que nossos filhos foram atacados e baleados... Fazemos um apelo às autoridades para que realizem um investigação exaustiva. Não ficaremos confortáveis até que o agressor seja levado à Justiça", sustentou a nota.
"A violência e o ódio não têm lugar nos Estados Unidos. Ponto", afirmou o presidente americano, Joe Biden, em um comunicado.
- "Alimentado pelo ódio" -
"Foi um crime alimentado pelo ódio", disseram as famílias em um comunicado.
"Recebemos com satisfação a decisão das forças de ordem e do gabinete da procuradora-geral de Vermont de continuar a investigação e a apresentação de acusações por crimes de ódio", acrescentaram na nota.
"Acreditamos que é provável que uma investigação completa prove que nossos filhos foram alvo de um ataque violento simplesmente por serem palestinos".
O Comitê Árabe americano contra a Discriminação se pronunciou sobre o caso afirmando ter "razões para acreditar que este tiroteio ocorreu porque as vítimas são árabes". Além disso, pediu às autoridades de Vermont que investiguem o ocorrido como um "crime de ódio".
Bernie Sanders, senador de Vermont e ex-candidato presidencial do Partido Democrata classificou o ataque como "impactante e profundamente decepcionante", acrescentando que "o ódio não tem lugar" nos Estados Unidos "nem em qualquer lugar do mundo".
V.Dantas--PC