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Mina da Braskem em Maceió sofre ruptura parcial
A mina de sal-gema da Braskem em Maceió, que está em risco de colapso iminente, sofreu ruptura parcial neste domingo (10), embora a área afetada já tenha sido evacuada, informaram as autoridades.
Moradores da capital alagoana têm acompanhado com nervosismo a situação na Mina 18, da petroquímica Braskem, desde que as autoridades da cidade alertaram, em 29 de novembro, que a área estava em risco de colapso e de potencialmente provocar uma tragédia de grandes proporções.
"Às 13h15 de hoje, a mina 18 sofreu um rompimento no trecho da lagoa próximo ao [bairro] Mutange", informou o prefeito João Henrique Caldas (PL), na plataforma X (antigo Twitter).
"A Defesa Civil de Maceió ressalta que a mina e todo o seu entorno estão desocupados e não há qualquer risco para as pessoas. Novas informações sobre o assunto estão sendo obtidas e serão compartilhadas assim que possível", acrescentou.
Vídeos difundidos pela imprensa local mostraram grandes bolhas marrons se formando na superfície da água no momento da ruptura da mina, que se situa majoritariamente sob a lagoa Mundaú.
A Braskem informou, em um comunicado, que um "movimento atípico" foi detectado na mina e que "segue colaborando" com as autoridades.
O sal-gema é a matéria-prima usada na produção de tubos de PVC e soda cáustica.
A Braskem, que opera 35 minas em Maceió, pertence majoritariamente à Novonor, ex-Odebrecht.
Uma área com 14.0000 edifícios, onde moravam 55.000 pessoas, virou uma cidade fantasma.
Recentemente, o solo afundou na área no entorno da mina.
O prefeito alertou que a cidade enfrentava "a maior tragédia urbana do mundo em curso" com o colapso iminente da mina.
Ecologistas alertam que um colapso da mina também provocaria um desastre ambiental na lagoa e no ecossistema circundante.
G.M.Castelo--PC