-
Volvo 850 T-5R: O desportivo familiar que redefiniu a marca nos anos 90
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
Arcebispo de Manágua pede unidade da Igreja após prisões de sacerdotes
O arcebispo da capital da Nicarágua, cardeal Leopoldo Brenes, pediu unidade à Igreja católica local neste domingo (31), depois da prisão de pelo menos 13 sacerdotes desde 20 de dezembro.
"Quis preparar uma pequenina mensagem para toda a família, uma mensagem de ânimo, de esperança, sobretudo uma mensagem na qual nos unamos fortemente em oração", disse Brenes na catedral de Manágua.
"Às famílias e comunidades que neste momento sentem a ausência de seus sacerdotes ou vivem outro tipo de aflições, quero manifestar minha proximidade. É o momento de buscarmos juntos na oração o consolo de Deus e, na unidade celestial, nossa fortaleza", acrescentou.
Pelo menos 13 sacerdotes foram detidos desde 20 de dezembro na Nicarágua, inclusive um bispo, em meio a uma forte tensão entre a Igreja católica e o governo de Daniel Ortega, segundo religiosos, ativistas humanitários, opositores e veículos de imprensa nicaraguenses no exílio.
"Peçamos ao bom Deus a graça da nossa sabedoria e que nossas palavras e nossas ações deem testemunho daquela paciência que tudo alcança e que a luz de Jesus nos ajude a todos a encontrar os caminhos da concórdia e fraternidade", acrescentou o arcebispo.
Nem o governo do presidente Daniel Ortega, nem a polícia da Nicarágua se referiram às denúncias.
A relação entre a Igreja e o governo se deteriorou em meio aos protestos de 2018, depois que Ortega acusou religiosos de apoiar os opositores no que considerou uma tentativa de golpe de Estado.
Os protestos com bloqueios rodoviários e confrontos entre opositores e apoiadores do governo deixaram mais de 300 mortos, segundo dados da ONU.
O bispo Silvio Báez, que saiu da Nicarágua em 2019, denunciou no sábado a "perseguição" contra a Igreja e pediu a solidariedade dos bispos do mundo e da comunidade internacional antes da detenção dos religiosos.
"Eles não são réus, nem delinquentes, mas sim homens de Deus [...]; estamos orgulhosos deles e estaremos juntos deles com a oração até conseguirmos sua liberdade", disse Báez em um vídeo divulgado nas redes sociais na noite de sábado.
"Pedimos à comunidade internacional que seja mais eficaz na pressão" contra o governo da Nicarágua, acrescentou o bispo, que horas antes denunciou no X (antigo Twitter) "uma caçada feroz" contra os religiosos.
P.Mira--PC