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México aprova reforma contra intervencionismos, em meio a tensão com EUA
O Congresso do México aprovou nesta terça-feira uma reforma que reforça a sua soberania e pune ações intervencionistas de outros países, em meio à tensão com o governo dos Estados Unidos.
A Câmara dos Deputados validou por 417 votos a 36 a iniciativa constitucional apresentada no mês passado pela presidente Claudia Sheinbaum depois que Washington declarou terroristas seis cartéis do narcotráfico mexicanos.
O texto aprovado determina que "o México não aceitará, sob nenhuma circunstância, intervenções, intromissões ou qualquer outro ato a partir do exterior que seja prejudicial à integridade, independência e soberania da nação", informou o Legislativo.
A proposta da presidente também alerta que será aplicada "a pena mais severa possível" e "a prisão preventiva" a qualquer estrangeiro que realize atividades de espionagem sem a aprovação do governo no contexto de acordos de colaboração.
A reforma que modifica dois artigos da Constituição já havia sido aprovada pelo Senado, no mês passado. O texto será submetido aos congressos dos 32 estados, e precisa ser aprovado por 17 deles para a conclusão do processo legislativo e a publicação da reforma.
Claudia Sheinbaum alertou que seu governo não vai tolerar "uma invasão" dos Estados Unidos, que têm agora mais faculdades, segundo suas leis, para perseguir os cartéis após declará-los terroristas.
O tráfico de drogas para os Estados Unidos é o principal argumento de Trump para justificar as tarifas de 25% que ele ameaça impor ao México e ao Canadá, seus parceiros no acordo comercial T-MEC. Mas a presidente mexicana disse no último domingo acreditar que a ameaça das tarifas será superada nas negociações iniciadas com Washington.
Em um gesto de colaboração, o governo mexicano entregou no mês passado 29 supostos chefões do narcotráfico aos Estados Unidos.
V.F.Barreira--PC