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'Não aceitava um não como resposta', diz promotora no julgamento de Weinstein
Harvey Weinstein, cuja queda deu início ao movimento #MeToo em 2017, "nunca aceitou um não como resposta" de suas vítimas, disse a Promotoria nesta quarta-feira (23) no novo julgamento do caso de agressão e estupro do outrora poderoso produtor de cinema.
A promotora Shannon Lucey apresentou, ao júri de sete mulheres e cinco homens que decidirão o destino do magnata de 73 anos, as acusações das três vítimas que o levaram a julgamento. E lembrou de uma frase que as vítimas repetiram: "Ele nunca aceitava um não como resposta".
"Ele tinha todo o poder, elas não tinham nenhum", disse a promotora, descrevendo em detalhes os ataques do produtor às suas vítimas. Uma delas, a então modelo polonesa Kaja Sokola, tinha 16 anos quando ele a agrediu sexualmente.
Enquanto os rostos das vítimas eram exibidos em uma tela no tribunal lotado de repórteres, Lucey relatou as inúmeras exigências de Weinstein por massagens e favores sexuais, que a assistente de produção Mimi Haleyi recusou até um dia, em 2006, quando "estava sozinha" em um apartamento com o ex-produtor.
"O réu, três vezes maior (que ela), a beijou, apalpou e (mesmo que) ela tenha dito que não estava interessada", ele "a agarrou (...) e a empurrou para o quarto", onde fez sexo oral, apesar da vítima "implorar para que ele parasse".
"Quando ele queria algo, ele simplesmente pegava", descreveu a promotora. "Harvey Weinstein é culpado", repetiu três vezes para cada vítima.
"Este julgamento é sobre o homem mais poderoso da indústria do entretenimento", disse Lucey, antes de passar as argumentações para a defesa.
O ex-magnata do cinema está de volta ao banco dos réus no Tribunal Criminal de Manhattan depois que o Tribunal de Apelações de Nova York anulou, em abril de 2024, uma sentença anterior de 23 anos de prisão por estupro e agressão sexual, devido a falhas processuais no julgamento anterior.
O cofundador da produtora Miramax deve ver novamente os rostos de suas acusadoras: Mimi Haleyi, a atriz Jessica Mann, que o acusaram de agressão sexual e estupro, ocorridos em 2006 e 2013, respectivamente, e Kaja Skola, por uma agressão sexual que teria ocorrido em 2006 em um hotel de Manhattan.
- "Um novo olhar" -
Diagnosticado com leucemia, problemas coronários graves, diabetes, fortes dores nas costas, entre uma longa lista de doenças que o levaram a ser hospitalizado várias vezes nos últimos meses, Weinstein compareceu ao tribunal em uma cadeira de rodas durante o processo de seleção dos 12 membros do júri e seis suplentes, que começou em 15 de abril.
O julgamento do ex-produtor pode durar até o início de junho, embora o juiz de instrução Curtis Farber espere que seja concluído em maio.
Weinstein espera que o caso seja "visto com um novo olhar", quase oito anos após as investigações do New York Times e da revista New Yorker que provocaram sua queda e o nascimento do movimento #MeToo, considerado como o momento de libertação da palavra de muitas vítimas contra abusos sexuais, em particular no ambiente de trabalho.
Detido na penitenciária de Rikers Island, produtor de sucessos como "Sexo, Mentiras e Videotape", "Pulp Fiction" ou "Shakespeare Apaixonado", Weinstein cumpre atualmente outra condenação de 16 anos, imposta por um tribunal de Los Angeles por estupro e agressão sexual em 2013 contra uma atriz europeia.
Descrito por suas acusadoras como um predador que utilizou sua posição de criador de carreiras na indústria cinematográfica para obter favores sexuais de atrizes ou assistentes, muitas vezes em quartos de hotel, Weinstein sempre alegou que as relações foram consensuais.
Mais de 80 mulheres o acusaram de assédio, agressão sexual ou estupro, entre elas atrizes consagradas como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Ashley Judd.
A.Silveira--PC