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França ordena libertação de ativista pró-palestino detido desde 1984
A Justiça francesa ordenou nesta quinta-feira (17) a libertação do ativista pró-palestino Georges Ibrahim Abdallah, preso desde 1984 e condenado à prisão perpétua por cumplicidade no assassinato de dois diplomatas estrangeiros em 1982.
O libanês de 74 anos, considerado um dos detentos mais antigos da França, poderá sair da prisão no dia 25 de julho, com a condição de que abandone o país, informou uma fonte judicial após a decisão do tribunal de apelação de Paris.
Abdallah foi condenado à prisão perpétua em 1986 por cumplicidade no assassinato de um diplomata israelense e de um americano em Paris. Ele poderia ter sido beneficiado pela liberdade condicional desde 1999, mas nunca conseguiu a aprovação do recurso.
"Estamos muito felizes com a decisão", disse à AFP o irmão do condenado, Robert Abdallah. "As autoridades francesas se livraram das pressões exercidas por Israel e Estados Unidos", acrescentou.
O governo dos Estados Unidos sempre expressou oposição veemente a cada solicitação de liberdade apresentada por Georges Abdallah, detido na penitenciária de Lannemezan, no sudoeste da França.
Os detalhes de sua saída ainda não foram divulgados. Segundo várias fontes, as forças de segurança devem transportá-lo para o aeroporto próximo de Tarbes, onde ele embarcaria em um voo com escala em Paris e destino final Beirute.
O Líbano, que solicita sua libertação às autoridades francesas há vários anos, confirmou ao tribunal que assumiria a organização de seu retorno.
Nos anos 1980, em plena guerra civil no Líbano, este ex-professor fundou as Facções Armadas Revolucionárias Libanesas (FARL), um pequeno grupo marxista pró-sírio e anti-israelense que reivindicou cinco atentados na França entre 1981 e 1982.
O condenado compartilhou o advogado, Jacques Vergès - falecido em 2013 -, com outro conhecido "revolucionário" pró-palestino dos anos 70 e 80, o venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, 75 anos, conhecido como Carlos "O Chacal".
Preso na França desde 1994, este último foi condenado a três penas de prisão perpétua pelo atentado em 1974 em uma galeria comercial, por três assassinatos em 1975 e quatro atentados com bombas em 1982 e 1983. Os ataques deixaram 16 mortos e 226 feridos.
E.Raimundo--PC