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Panamá apreende no Pacífico 13,5 toneladas de cocaína destinadas aos EUA
O Panamá realizou uma das maiores apreensões de drogas de sua história, ao confiscar cerca de 13,5 toneladas de cocaína em uma embarcação no Pacífico que se dirigia aos Estados Unidos, informaram as autoridades locais nesta terça-feira (11).
Esta é a maior apreensão em uma operação desde 2007, quando foram confiscadas 19 toneladas de cocaína em águas do Pacífico panamenho, segundo as autoridades, que durante o ano de 2024 apreenderam 124 toneladas de drogas.
Ao todo, são "13,5 toneladas" de cocaína que estavam sendo transportadas em um rebocador a sudoeste da ilha San José, no arquipélago de Las Perlas, indicaram em um comunicado a Promotoria e o Serviço Nacional Aeronaval.
Em uma coletiva realizada horas antes, as autoridades panamenhas haviam estimado em cerca de 12 toneladas o total de droga apreendida.
"É uma apreensão histórica" que representa "um duro golpe para o crime organizado", disse o promotor antidrogas Julio Villarreal.
O Panamá serve como rota para o contrabando de cocaína proveniente da América do Sul, principalmente da Colômbia, em direção aos Estados Unidos, o maior consumidor mundial dessa droga.
O barco rebocador, com 10 tripulantes a bordo, havia partido da Colômbia e tinha como destino o México e os Estados Unidos. Todos os tripulantes - um venezuelano, um peruano, um colombiano, quatro equatorianos e três nicaraguenses - foram detidos.
De acordo com Villarreal, o custo da droga apreendida chega a cerca de "200 milhões de dólares" (R$ 1,05 bilhão) segundo estimativas de venda no mercado ilegal dos Estados Unidos.
Em resposta a uma consulta da AFP, as autoridades panamenhas afirmaram desconhecer a organização criminosa por trás da carga de drogas.
"Pelo menos nos últimos 17 anos, esta é a maior apreensão", disse o diretor do Serviço Nacional Aeronaval, Luis De Gracia.
Washington estima que 90% da cocaína que chega aos Estados Unidos passa em aviões, lanchas e pequenos submarinos através do México e da América Central.
Nos últimos dois anos, aumentaram nos portos do Caribe panamenho as apreensões destinadas à Bélgica, França, Espanha e Reino Unido.
P.Queiroz--PC