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Presidente da Costa Rica chama de 'linchamento' processo de retirada de sua imunidade
O presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, afirmou nesta sexta-feira (14) ser vítima de um "linchamento político descarado", durante sua audiência diante de uma comissão legislativa que analisa retirar sua imunidade por supostamente influenciar as eleições de fevereiro de 2026.
Em meio a um confronto incomum entre poderes do Estado em uma das democracias mais reconhecidas da América Latina, o Tribunal Supremo de Eleições (TSE) pediu ao Congresso que retire a imunidade de Chaves para que ele seja investigado por "beligerância política".
"Isto é um circo, uma ópera tosca" e um "linchamento político descarado", disse o presidente diante da comissão, que deverá decidir se recomenda ou não ao plenário do Congresso debater o levantamento do foro.
Esta é a segunda vez que Chaves, de 64 anos, enfrenta um processo semelhante. Em setembro, o Congresso rejeitou retirar sua imunidade para que fosse julgado por suposta corrupção, na primeira vez que um presidente do país enfrentava um pedido de perda de foro.
"Este é um dia vergonhoso para a pátria", acrescentou Chaves, que após comparecer diante da comissão, composta por duas opositoras e um governista, deixou a sede legislativa sem permitir perguntas dos deputados.
Do lado de fora, o presidente liderou uma concentração de apoiadores que convocou para acompanhá-lo.
Caso Chaves seja despojado de sua imunidade, deverá enfrentar um processo que pode culminar com a destituição do cargo e a inabilitação para funções públicas por um período entre dois e quatro anos.
O TSE proibiu em junho Chaves, que não pode disputar a reeleição, de intervir na campanha eleitoral porque "aproveitou-se ilegitimamente" de seu cargo para "favorecer um programa político".
Chaves, um economista conservador, afirmou esperar que seu partido obtenha uma maioria qualificada no Congresso nas próximas eleições para realizar uma série de reformas.
O presidente, no poder desde 2022, acusa o Ministério Público, a Suprema Corte e o Congresso de frearem suas iniciativas de governo, enquanto os chefes dessas instituições atribuem a ele tendências autoritárias.
T.Resende--PC