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Reino Unido quer permitir que sites rejeitem a IA do Google
A Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA) propôs, nesta quarta-feira (28), permitir que sites optem por não ter seu conteúdo usado no recurso "Visão geral criada por IA" do Google, que gera resumos de consultas de usuários usando inteligência artificial.
Essa proposta, agora aberta para consulta pública, surge após o Google ter sido designado, em outubro do ano passado, como um "ator estratégico no mercado" de buscas online devido ao domínio de seu mecanismo de busca, o que o sujeita a regulamentações mais rigorosas.
Os editores de sites, principalmente veículos de mídia, criticam a IA por explorar seu conteúdo para alimentar seus algoritmos, sem remunerá-los.
Eles também acusam os resumos de busca gerados por IA de desencorajar visitas às suas páginas originais, reduzindo, assim, o tráfego e a receita publicitária.
Segundo a proposta da CMA, "os editores poderão optar por não ter seu conteúdo usado para alimentar recursos de IA, como a 'Visão geral criada por IA', ou para treinar modelos de IA fora da busca do Google".
"O Google também terá que tomar medidas concretas para garantir que o conteúdo dos editores seja corretamente atribuído nos resultados gerados por IA", acrescenta o texto.
Segundo o órgão regulador, 90% das buscas no Reino Unido são realizadas pelo Google e mais de 200 mil empresas britânicas anunciam na plataforma.
Entre outras propostas, a CMA sugere a exibição de uma tela que facilite a alteração do mecanismo de busca padrão e o estabelecimento de regras para garantir a classificação justa dos resultados, algo que o Google deveria ser capaz de comprovar.
O prazo para esta consulta é 25 de fevereiro.
M.Carneiro--PC