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Diretor de comunicação de Starmer renuncia por vínculos de seu ex-embaixador com Epstein
O diretor de comunicação do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou sua renúncia nesta segunda-feira (9), mais um revés para o líder trabalhista após o escândalo envolvendo os vínculos entre o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein e seu ex-embaixador em Washington, Peter Mandelson.
"Decidi renunciar para permitir a formação de uma nova equipe em Downing Street", disse o diretor de comunicação Tim Allan em um comunicado, menos de 24 horas após a renúncia do chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney.
"Desejo ao primeiro-ministro e sua equipe muito sucesso", acrescentou Allan, que ocupava o cargo há cinco meses.
O governo de Starmer está imerso em uma crise sem precedentes após as últimas revelações sobre a relação entre o ex-embaixador nos Estados Unidos e Epstein.
No domingo, o chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, anunciou sua renúncia por ter "aconselhado" o primeiro-ministro a nomear Peter Mandelson como embaixador em Washington, apesar de seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
"Após uma cuidadosa reflexão, decidi renunciar ao governo. A nomeação de Peter Mandelson foi um erro. Aconselhei o primeiro-ministro sobre essa nomeação e assumo total responsabilidade", anunciou McSweeney.
Na quinta-feira, Starmer descartou a possibilidade de renunciar, apesar dos apelos para que deixasse o cargo devido à nomeação de Mandelson como embaixador em Washington em 2024.
"Pretendo continuar realizando este trabalho vital para o nosso país, pois acredito que seja o foco absoluto e a maior prioridade deste governo", disse Starmer.
Mandelson, de 72 anos, é uma das figuras envolvidas nas últimas revelações sobre seus laços com o falecido financista americano, que cometeu suicídio na prisão em 2019 enquanto enfrentava acusações de tráfico sexual de menores.
As trocas de e-mails entre Epstein e Mandelson revelaram amizade, transações financeiras, fotos privadas e evidências de que o diplomata britânico compartilhou informações confidenciais com o financista há quase duas décadas.
"Lamento ter acreditado nas mentiras de (Peter) Mandelson e tê-lo nomeado", declarou o líder trabalhista britânico na quinta-feira.
A.F.Rosado--PC