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França prende mais duas pessoas pela morte de ativista de extrema direita
As autoridades francesas prenderam mais dois suspeitos nesta quarta-feira (18) em conexão com o espancamento fatal de um ativista de extrema direita na semana passada, disse um promotor, elevando para 11 o número de detidos nesse caso que abalou a política francesa.
Após o ataque, o governo e outros partidos políticos apontaram o dedo para o partido radical de esquerda A França Insubmissa (LFI), que esvaziou sua sede em Paris nesta quarta-feira após uma ameaça de bomba, posteriormente cancelada.
Quentin Deranque, de 23 anos, morreu devido a graves traumatismos cranianos após ser atacado por pelo menos seis pessoas na semana passada, à margem de um protesto da extrema direita contra uma deputada de esquerda que discursava em uma universidade em Lyon.
O incidente acirrou as tensões entre a extrema direita e a esquerda radical na França, às vésperas das eleições municipais de março e das eleições presidenciais de 2027.
O último homem preso, suspeito de ter um vínculo direto com o incidente, e sua companheira, suspeita de ajudá-lo a fugir da justiça, foram detidos no âmbito da investigação por "homicídio culposo", afirmou Thierry Dran, promotor de Lyon.
As autoridades suspeitam que, dos demais detidos, seis participaram da agressão e três os auxiliaram, indicou uma fonte próxima ao caso, que falou sob condição de anonimato.
Um assessor parlamentar de Raphaël Arnault, deputado do LFI, estava entre os quatro primeiros presos, segundo essa fonte. Arnault anunciou a demissão deste assessor.
O estudante falecido era, de acordo com o grupo de extrema direita Némésis, responsável por garantir a segurança de ativistas que protestavam contra uma conferência organizada pela eurodeputada do LFI Rima Hassan.
X.M.Francisco--PC