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Justiça proíbe presidente da AFA de deixar Argentina por suposta sonegação fiscal
A Justiça argentina proibiu Claudio Tapia, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), de deixar o país e o intimou a depor em um caso de suposta sonegação fiscal, segundo decisão judicial divulgada nesta quinta-feira (19) pela imprensa local.
'Chiqui' Tapia deverá comparecer no dia 5 de março, um dia antes do comparecimento do tesoureiro da AFA, Pablo Toviggino, em resposta a uma denúncia apresentada pela Receita Federal Argentina (ARCA), que alega sonegação fiscal e desvio de verbas da previdência social.
A ordem judicial também se estende a outros três dirigentes da poderosa federação argentina de futebol, que supervisiona a seleção atual campeã mundial.
"Dada a gravidade dos eventos investigados [...] é apropriado decretar a proibição de viagem para os indivíduos mencionados", diz a intimação publicada pela mídia local.
O documento judicial, no entanto, não especifica se a medida será suspensa após a conclusão do processo legal.
O caso investiga se a entidade reteve indevidamente e, posteriormente, deixou de recolher impostos e contribuições previdenciárias entre março de 2024 e setembro de 2025.
O juiz determinou que existem "motivos suficientes para suspeitar do envolvimento dos indivíduos mencionados nos eventos sob investigação".
Além deste caso, a AFA está sendo investigada por possível lavagem de dinheiro, um caso que levou à realização de uma operação de busca e apreensão na entidade em dezembro passado, com o objetivo de coletar documentos referentes a transações suspeitas com uma instituição financeira privada.
A AFA atribuiu o caso a uma "campanha difamatória" em meio a uma disputa comercial com um empresário sobre a organização de amistosos da seleção argentina.
A associação também afirmou que a pessoa por trás da denúncia "tem a aprovação do governo nacional, mais precisamente do Ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona".
A AFA, com base em seus estatutos, rejeita a transformação de clubes de futebol em empresas esportivas de capital aberto, modelo defendido pelo presidente ultraliberal Javier Milei.
G.Machado--PC