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Papa Leão XIV visitará Espanha, países africanos e Mônaco
O papa Leão XIV viajará em junho à Espanha para inaugurar a torre mais alta da Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, depois de visitar quatro países africanos e Mônaco.
A viagem do papa a quatro países africanos inclui a Argélia, anunciou o Vaticano, o que representa a primeira vez que um pontífice visitará a nação muçulmana do norte da África.
A visita à Espanha, que já havia sido antecipada pelo arcebispo de Madri no início do ano, foi confirmada para o período de 6 a 12 de junho.
Segundo o portal oficial Vatican News, o papa visitará primeiro a capital Madri e depois Barcelona, onde deve inaugurar a nova torre da Basílica da Sagrada Família.
A torre, de 172,5 metros, foi instalada em 20 de fevereiro.
Os andaimes permanecem ao redor da torre, mas serão retirados progressivamente até 10 de junho, quando está prevista a bênção da construção.
A visita papal e a inauguração coincidem com o centenário da morte de Antoni Gaudí, o arquiteto catalão que projetou a basílica e foi declarado "venerável" pela Igreja Católica em 2025, o primeiro passo no caminho para a santidade.
O presidente regional da Catalunha, Salvador Illa, celebrou a notícia. "Sua visita será uma forma magnífica de celebrar o Ano Gaudí e a conclusão da Torre de Jesus, que coroa a Sagrada Família", escreveu na rede social X.
A Sagrada Família também é, há algum tempo, a maior igreja do mundo, depois de tirar o recorde do templo de Ulm, na Alemanha.
A viagem pela Espanha também prevê uma escala nas Ilhas Canárias, um arquipélago próximo da costa da África Ocidental, um ponto importante na rota migratória em direção ao continente europeu.
O papa americano, que se tornou líder dos 1,4 bilhão de católicos do mundo em maio do ano passado, é um firme defensor dos migrantes, uma causa que também era prioritária para seu antecessor, o papa Francisco.
- Visita de alto simbolismo -
A visita do papa à Argélia, que inclui escalas em Argel e Annaba de 13 a 15 de abril, será particularmente simbólica.
Além de ser um enorme país muçulmano, a Argélia é a terra natal de Santo Agostinho, no século V, e o papa pertence à ordem agostiniana, fundada no século XIII.
O islã é a religião de Estado na Argélia, mas a Constituição garante a liberdade de culto, subordinada à aprovação das autoridades, para o local de culto e o pregador.
A visita de Leão XIV, que deve abordar o diálogo inter-religioso, acontece 30 anos após a decapitação de sete monges trapistas franceses de um mosteiro durante a guerra civil dos anos 1990.
O líder da Igreja Católica visitará na sequência Camarões (15 a 18 de abril), Angola (18 a 21 de abril) e Guiné Equatorial (21 a 23 de abril).
O papa deve apresentar um apelo à paz e ao diálogo em Angola e Camarões, onde os prolongados conflitos separatistas ainda provocam mortes de civis.
Antes da viagem ao continente africano, o pontífice visitará Mônaco por um dia, segundo o Vaticano.
A viagem ao principado da Riviera francesa acontecerá em 28 de março e será a primeira visita papal à cidade-Estado na era moderna.
Um comunicado oficial, em nome do príncipe Albert II e da princesa Charlene, afirma que este será "um momento histórico para Mônaco e representará um forte sinal de esperança, em um espírito de diálogo, paz e responsabilidade compartilhada".
T.Resende--PC