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Secretária de Segurança dos EUA é questionada no Congresso sobre políticas migratórias
A principal autoridade de segurança interna dos Estados Unidos enfrentou duras críticas no Congresso americano devido à ofensiva migratória do governo de Donald Trump.
O presidente republicano prometeu deportar milhões de imigrantes sem documentos, e a secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), Kristi Noem, é quem executa esta política.
Durante uma audiência do Comitê Judiciário do Senado, o democrata Dick Durbin acusou Noem de conduzir um DHS "sem bússola moral ou respeito pelo Estado de Direito". Os agentes semearam o "caos" em várias cidades ao deter cidadãos "pela cor de sua pele, seu sotaque e seu idioma".
A chefe do DHS compareceu ao Congresso pela primeira vez desde que agentes federais mataram a tiros Renee Good e Alex Pretti, em janeiro, durante protestos contra as operações de imigração irregular.
Durbin criticou Noem por ter feito "acusações infundadas de terrorismo" contra Good e Pretti.
A secretária expressou condolências às famílias das vítimas, negou tê-los chamado de "terroristas" e afirmou que apenas ressaltou que o ocorrido "parecia ser" um incidente desse tipo.
Noem defendeu a política migratória do governo. Assegurou que as detenções na fronteira caíram a mínimos desde o início dos registros e que quase três milhões de imigrantes em situação irregular foram expulsos do país.
Sustentou, ainda, que o DHS obteve "resultados históricos" e aumentou a segurança desde o início do segundo mandato de Trump, em janeiro do ano passado.
O senador democrata Chris Coons acusou o Departamento de Segurança Interna de agir de forma inconstitucional em uma tentativa de cumprir as exigências da Casa Branca de aumentar o número de deportados.
Segundo Coons, devido a esta pressão, existem "patrulhas itinerantes que elaboram perfis raciais", exigem documentos sem motivo e realizam operações "em igrejas, hospitais e escolas, prendendo inclusive crianças, idosos, refugiados e pessoas com deficiência".
Noem pediu ao Congresso que chegue a um acordo para pôr fim à paralisação parcial de seu departamento por falta de financiamento. Milhares de funcionários públicos estão afastados ou trabalhando sem receber até que novos recursos sejam aprovados.
Os legisladores democratas se recusam a destinar recursos ao DHS sem mudanças profundas na atuação da polícia de imigração (ICE). Exigem a restrição das patrulhas, a proibição dos agentes de usar máscaras faciais e a exigência de mandados judiciais antes de entrar em propriedades privadas.
R.J.Fidalgo--PC