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Equador bombardeia campo de dissidência das Farc com apoio dos EUA
O Equador bombardeou nesta sexta-feira, com o apoio dos Estados Unidos, um campo de treinamento de uma dissidência da guerrilha das Farc que atua na fronteira com a Colômbia, anunciou o presidente Daniel Noboa.
Os governos aliados de Noboa e Donald Trump uniram forças nesta semana para lançar uma ofensiva contra o narcotráfico, que tornou o país sul-americano um dos mais violentos da região.
A operação aconteceu na província amazônica de Sucumbíos, pouco antes de uma reunião na cidade americana de Miami entre Trump e os governantes de Equador, Argentina, Paraguai, Bolívia, El Salvador e Honduras.
Ao ritmo punk da música "Psycho Killer", do grupo Talking Heads, Noboa compartilhou no Instagram um vídeo que mostra a explosão de uma casa rústica localizada à beira de um rio, cercada de vegetação.
"Destruímos o descanso de Mono Tole (cabeça da Comandos da Fronteira (CDF)) e área de treinamento de narcotraficantes", informa a publicação de Noboa.
Segundo autoridades equatorianas, essa dissidência esteve envolvida em maio passado no assassinato de 11 militares durante uma operação contra o garimpo ilegal.
"A pedido do Equador, o Departamento de Guerra realizou ações específicas para avançar em nosso objetivo comum de desmantelar as redes narcoterroristas", publicou no X Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, sem dar detalhes.
A cooperação bilateral em segurança permite a troca de informações estratégicas e o fortalecimento de capacidades.
O Ministério da Defesa do Equador informou que o campo tinha capacidade para cerca de 50 pessoas. Não foram registradas vítimas após o bombardeio.
F.Ferraz--PC