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Cinco destaques da Semana de Moda feminina de Paris
Os segundos desfiles de 'prêt-à-porter' feminino de Anderson na Dior e de Blazy na Chanel, o retorno de uma feminilidade mais sofisticada e uma coleção inusitada criada por um estilista de 10 anos são alguns dos temas que mais geraram discussão nesta Semana de Moda de Paris.
- Blazy e Anderson, a consolidação -
Jonathan Anderson, da Dior, e Matthieu Blazy, da Chanel, protagonizaram os momentos mais aguardados desta edição, com seus segundos desfiles, após apresentarem suas primeiras coleções femininas em outubro.
Ambos se saíram muito bem em seus "segundos desfiles", cada um com "um estilo que se consolidou", disse à AFP Elvire von Bardeleben, jornalista de moda do jornal francês Le Monde.
"Na Chanel, o estilo de Matthieu Blazy é muito preciso, com essa ideia de apropriação do legado de Gabrielle Chanel, códigos masculinos e o lado artesanal", observa. "Embora tenha sido um pouco mais 'descolado' na noite de segunda-feira" no Grand Palais.
Quanto a Anderson, embora mantenha a característica "conexão entre natureza e aristocracia francesa" na Dior, esta coleção foi mais refinada, mais elaborada, como se ele quisesse se destacar", afirma.
- Sexy e sofisticada -
"Milão já havia anunciado a mudança, mas em Paris ficou claro: o sexy está de volta", afirma Victoria Dartigues, diretora de compras de moda feminina e acessórios da Galeries Lafayette, para quem esta temporada também apresentou "uma feminilidade mais sofisticada e confiante".
A mulher do próximo outono/inverno será "poderosa, decidida, com quadris valorizados, saias e jaquetas com saias amplas e cintura marcada" com cintos, explica. Nos pés, usará botas de cano alto, com salto alto ou sapatos de bico fino.
Quanto aos tecidos, a especialista diz que são especialmente "luminosos, com muito brilho, dourado, mas também couro, pele sintética e detalhes em renda".
- Moda para o dia a dia -
Em um contexto de dificuldades econômicas no setor, com as vendas de gigantes do luxo — incluindo LVMH e Kering — despencando após o boom pós-covid, as roupas apresentadas em Paris são altamente adaptáveis ao dia a dia.
Para Dartigues, isso é consequência de um período "incerto, ainda um tanto complicado" e do "pragmatismo dos estilistas, que criam coleções que vendem".
Daí uma moda "mais simples e confortável": "Não estamos falando apenas de looks para o tapete vermelho, mas também de uma mulher que sai para jantar em um restaurante à noite, mas com um visual mais descontraído e suave".
- Max Alexander, designer de dez anos -
Ao lado de diretores artísticos renomados e experientes, a nova geração chegou: o americano Max Alexander, que começou a costurar aos quatro anos de idade, apresentou seu primeiro desfile de moda em Paris aos 10 anos com sua marca "Couture To The Max".
Cortes fluidos, cores vibrantes e um toque de brilho: os 15 looks apresentados no Palais Garnier exibem uma mulher elegante e sofisticada.
Este californiano, com mais de seis milhões de seguidores no Instagram, vende suas criações em sua loja online, com coleções para mulheres, homens, unissex e crianças.
- A polêmica Marilyn Manson -
A marca Enfants Riches Déprimés, fundada em 2012 pelo americano Henri Alexander Levy, ousou abrir seu desfile com o cantor Marilyn Manson, acusado de estupro e agressão sexual por diversas mulheres, no domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
Isso gerou uma onda de críticas e comentários no Instagram. A conta do site FashionNetwork publicou comentários como: "ABUSADOR", "E fazem isso no DIA QUE SE CELEBRA AS MULHERES" e "Vamos normalizar a ideia de não dar espaço para homens que abusam de mulheres".
F.Ferraz--PC