-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
Bukele endurece guerra contra grupos criminosos em El Salvador
O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, endureceu nesta terça-feira sua guerra contra os grupos criminosos com uma reforma constitucional para punir com a prisão perpétua “homicidas, estupradores e terroristas”, no país com a maior taxa de encarceramento do mundo.
Bukele, que exerce um poder quase absoluto em El Salvador, apresentou sua iniciativa ao Congresso dias depois de ONGs o acusarem de cometer “crimes contra a humanidade” em sua política de combate à criminalidade, que vários países da América Latina buscam emular.
“A pena perpétua somente será imposta a homicidas, estupradores e terroristas”, indica o texto, aprovado por 59 dos 60 deputados horas depois de ser apresentado.
A emenda elimina a proibição de “penas perpétuas”. Até agora, a condenação máxima era de 60 anos, com mecanismos de redução de pena.
Com isso, busca-se que os criminosos “não voltem às ruas e que cumpram sua pena para sempre”, disse Suecy Callejas, vice-presidente do Parlamento.
Ao apresentar a iniciativa, o ministro da Segurança, Gustavo Villatoro, afirmou que “a guerra sem quartel contra os terroristas não para”, em referência aos membros de gangues.
Já dura quase quatro anos o regime de exceção que levou 91.500 pessoas à prisão sem ordem judicial, acusadas de serem membros ou cúmplices de gangues.
Bukele não acredita na reinserção social dos integrantes desses grupos criminosos. “É um crime continuado, as próprias regras das gangues estabelecem que ninguém deixa de ser membro até o dia de sua morte”, destaca uma declaração da Presidência.
Segundo o World Prison Brief (WPB), com cerca de 1.700 prisioneiros a cada 100.000 habitantes, o pequeno país centro-americano tem a maior população carcerária do mundo.
O estado de exceção é a pedra angular da política de segurança de Bukele, que reduziu os homicídios a mínimos históricos, mas é acusado de graves violações dos direitos humanos.
- 'Advogados do crime' -
Há uma semana, um grupo de juristas internacionais denunciou perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que os “crimes contra a humanidade” abrangem “tortura, assassinatos, desaparecimentos forçados, violência sexual, perseguição e outros atos desumanos”.
Já a Human Rights Watch (HRW) apontou ontem que o governo de Bukele mantém em “desaparecimento forçado” pelo menos 11 imigrantes salvadorenhos que foram deportados pelos Estados Unidos há um ano junto com 252 venezuelanos, acusados sem provas de pertencer a organizações criminosos.
Em seu discurso no Congresso, o ministro Villatoro atacou as ONGs de direitos humanos. “São demônios que representam a maldade, a pobreza e a insegurança”, declarou. “Essas organizações globalistas criminosas que defendem criminosos vão ter que continuar sendo colocadas à prova. Já tiraram recentemente a máscara."
O modelo de segurança de Bukele acabou com a violência das gangues Mara Salvatrucha e Barrio 18, declaradas terroristas pelos Estados Unidos e por El Salvador, e que controlavam cidades, matavam e extorquiam.
A Anistia Internacional, a HRW e outras ONGs internacionais e salvadorenhas afirmam que o regime de exceção também tem sido usado para silenciar defensores dos direitos humanos e vozes críticas, agora no exílio.
B.Godinho--PC