-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
Paquistão anuncia cessar-fogo com Afeganistão durante fim do Ramadã
O Paquistão anunciou, nesta quarta-feira (18), uma trégua no conflito com o Afeganistão durante o feriado de Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã.
O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, afirmou que a trégua, que durará de quinta-feira até a meia-noite de segunda-feira (horário local), foi concedida "a pedido de países islâmicos amigos, como Arábia Saudita, Catar e Turquia".
"O Paquistão faz este gesto de boa fé e de acordo com as normas islâmicas", escreveu no X, mas alertou que "em caso de qualquer ataque transfronteiriço, ataque com drone ou qualquer incidente terrorista dentro do Paquistão, as operações serão retomadas imediatamente com maior intensidade".
Antes desse anúncio, funerais foram realizados no Afeganistão para algumas das centenas de vítimas de um ataque paquistanês a uma clínica de reabilitação de dependentes químicos em Cabul, pelo qual o governo talibã prometeu retaliação, mas deixou a porta aberta para negociações.
Em uma encosta nos arredores de Cabul, sob a chuva, voluntários do Crescente Vermelho afegão carregavam dezenas de caixões de madeira de uma frota de ambulâncias para uma vala comum, cavada no terreno rochoso por tratores gigantes.
Ao lado da vala comum, o ministro do Interior, Sirajuddin Haqqani, disse que os mortos eram vítimas inocentes atacadas por "criminosos", poucos dias antes do fim do mês sagrado muçulmano do Ramadã.
"Hoje é um dia triste. Apresento as minhas mais profundas condolências ao Afeganistão, especialmente às famílias dos mártires", disse ele aos presentes.
- "Não queremos a guerra" -
"Vamos nos vingar", acrescentou o ministro, advertindo os responsáveis pelo ataque da noite de segunda-feira: "Não somos fracos, nem indefesos. Vocês verão as consequências de seus crimes".
Mas Haqqani — por quem os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 10 milhões de dólares (52 milhões de reais na cotação atual) até o ano passado — também sugeriu que as negociações eram a opção preferencial para interromper os combates.
"Não queremos guerra, mas a situação chegou a este ponto", disse ele. "É por isso que estamos tentando resolver os problemas por meio da diplomacia".
As autoridades talibãs afirmam que cerca de 400 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas no ataque de segunda-feira, o incidente mais mortal até o momento na escalada da violência entre os dois países vizinhos.
Islamabad, que nega ter bombardeado deliberadamente a clínica, acusa Cabul de abrigar extremistas que, por sua vez, realizam ataques em seu território. O Afeganistão nega essa acusação.
Jornalistas da AFP que estavam no local na noite de segunda-feira e na manhã de terça-feira viram pelo menos 95 corpos sendo retirados dos escombros da clínica devastada.
Jacopo Caridi, diretor no Afeganistão do Conselho Norueguês para Refugiados, uma ONG humanitária, explicou que eles também participaram dos esforços de resgate.
"Pelo que vimos e pelo que conversamos com outras pessoas envolvidas na resposta (de emergência), podemos dizer que havia centenas de mortos e feridos", disse à AFP.
bur-phz-ash-qb-iw/al/pb/aa/mvv
S.Caetano--PC