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Presidente colombiano é investigado nos EUA por suposta ligação com narcotraficantes
Autoridades dos Estados Unidos investigam o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por suposta ligação com o narcotráfico, publicou nesta sexta-feira (20) o jornal The New York Times, em artigo contestado pela embaixada colombiana em Washington.
Duas linhas de investigação foram abertas pela Justiça, em Manhattan e no Brooklyn, com a colaboração da Agência Antidrogas (DEA) e do Departamento de Segurança Interna (DHS), apontou o jornal, que citou fontes do governo de Donald Trump.
Consultados pela AFP, o Departamento de Justiça e a DEA não quiseram comentar o artigo.
Uma fonte com conhecimento sobre as investigações informou à AFP que "o presidente Petro já foi alvo de outras investigações sobre narcotráfico", mas não mencionou quando. "Não estão previstas acusações de forma iminente."
"Nenhuma autoridade competente emitiu qualquer determinação ou notificação nem confirmou as informações do artigo. As insinuações reportadas não têm base legal ou factual", reagiu a embaixada da Colômbia.
A relação entre Estados Unidos e Colômbia entrou em uma fase volátil quando o republicano retornou à Casa Branca, há um ano. O governo direitista de Trump se chocou com o projeto esquerdista de Petro, que está no poder desde 2022 e busca unir aliados na América Latina contra Washington.
A ofensiva americana lançada em setembro contra embarcações supostamente carregadas com drogas, primeiramente no Caribe e depois também no Pacífico, aumentou a tensão diplomática.
Em meio à guerra de declarações entre os dois presidentes, Washington revogou o visto e impôs sanções econômicas contra Petro e membros de sua família. Também ameaçou realizar ações militares na Colômbia, após a captura do presidente da Venezuela, em janeiro.
Trump e Petro, no entanto, abriram uma porta inesperada para o diálogo, e o colombiano fez uma visita a Washington no mês passado.
A suposta relação de Petro com o narcotráfico foi debatida publicamente na Colômbia. Seu filho mais velho, também alvo de sanções de Washington, admitiu ter recebido grandes quantias em dinheiro de um condenado por narcotráfico nos Estados Unidos, mas afirmou que os recursos nunca chegaram à campanha eleitoral de seu pai.
O presidente colombiano disse que foi vítima de conspirações de narcotraficantes para prejudicar sua carreira política, e até mesmo para assassiná-lo. Ao mesmo tempo, manifestou apoio a medidas como a legalização da maconha pelo Congresso e promoveu um diálogo com grupos guerrilheiros dissidentes, que Washington acusa de traficarem drogas para se financiar.
C.Cassis--PC