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Polícia de Londres investiga ataque a ambulâncias da comunidade judaica
A polícia de Londres vai mobilizar 250 agentes adicionais enquanto investiga um ataque antissemita na capital britânica, após o incêndio de quatro ambulâncias administradas por uma associação judaica na madrugada desta segunda-feira (23).
Um grupo chamado Ashab al-Yamin publicou no aplicativo Telegram um vídeo em que reivindica a autoria do ataque. O movimento é classificado como pró-Irã pela organização de monitoramento de grupos jihadistas SITE Intelligence Group.
O Centro Internacional para a Luta contra o Terrorismo (ICCT, sigla em inglês) destacou que a mensagem de reivindicação circulou em contas online de milícias xiitas pró-Irã.
"Verificar essa reivindicação será uma prioridade, mas, no momento, não estamos em condições de confirmá-la", declarou a polícia de Londres. O chefe dessa força, Mark Rowley, prometeu enviar mais 264 agentes e patrulhas armadas para proteger a comunidade judaica.
O Ashab al-Yamin reivindicou a autoria de outros ataques recentes na Bélgica e nos Países Baixos.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, denunciou na rede social X um ataque "profundamente impactante e antissemita". As quatro ambulâncias, pertencentes à associação Jewish Community Ambulance - um serviço médico de emergência para a comunidade judaica conhecido como Hatzalah - foram incendiadas no bairro de Golders Green, norte de Londres.
Não houve feridos no incêndio, confirmou a polícia, embora algumas residências próximas tenham sido evacuadas por precaução.
A polícia informou que foi alertada à 1h45 local sobre um incêndio no bairro. "Estamos analisando imagens de videovigilância e temos conhecimento de vídeos que circulam online. Nesta fase preliminar, acreditamos estar à procura de três suspeitos", afirmou a Polícia Metropolitana em um comunicado.
Os bombeiros informaram que enviaram seis viaturas e cerca de 40 pessoas ao local, e que o incêndio foi extinto às 3h.
Os membros da comunidade judaica do bairro não demonstraram surpresa. "É recorrente, mas o que me impressiona é que tenham atacado ambulâncias", disse à AFP Adam Waters, 36 anos, funcionário de uma organização judaica.
Nos últimos anos, o Reino Unido registrou um aumento de atos antissemitas, segundo dados de várias associações e do governo.
Segundo o Community Security Trust, foram registrados 3.700 atos antissemitas em 2025, um aumento de 4% em relação ao ano anterior e o segundo maior total anual já registrado por essa organização, responsável pela proteção de locais da comunidade judaica.
J.Pereira--PC