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Papa lamenta que suas palavras tenham sido interpretadas como um debate com Trump
O papa Leão XIV disse neste sábado (18) que lamenta que suas declarações tenham sido interpretadas como uma resposta às críticas do presidente Donald Trump e insistiu que não tem qualquer interesse em debater com o mandatário americano.
O pontífice citou como exemplo um discurso sobre os "tiranos" que assolam o mundo, pronunciado na quinta-feira em Camarões, durante a segunda etapa da sua viagem pela África.
As declarações foram redigidas muito antes do "comentário de Trump sobre a minha pessoa e sobre a mensagem de paz que promovo", afirmou a jornalistas durante a viagem para Angola.
"E, no entanto, foi percebido como se eu estivesse tentando iniciar um novo debate com o presidente, algo que não me interessa em absoluto", destacou Leão XIV.
"Grande parte do que se escreveu desde então foram mais comentários sobre comentários, tentando interpretar o que foi dito", acrescentou.
O papa criticou na quinta-feira os "tiranos" que devastam o mundo durante uma visita à cidade de Bamenda, no noroeste de Camarões, epicentro de uma rebelião separatista anglófona que já dura quase uma década e provocou milhares de mortes.
A imprensa americana, em particular, interpretou as declarações como uma referência a Trump.
Mas as declarações foram escritas muito antes das críticas de Trump, disse Leão XIV. "Há uma certa narrativa que não tem sido precisa em todos os seus aspectos", acrescentou.
Trump declarou em 12 de abril que não era "grande fã do papa Leão", ao acusá-lo de "brincar com um país (Irã) que quer uma arma nuclear".
O republicano posteriormente qualificou o papa de "fraco" e "terrível para a política externa".
C.Cassis--PC