-
Irã afirma que retomada da guerra não mudará sua política
-
Bulgária vota para presidente entre temores de segurança e divisão por guerra na Ucrânia
-
Obama critica 'caos e crueldade' de Trump durante campanha por candidatos democratas
-
Israel anuncia bloqueio da Cisjordânia no dia das eleições
-
Kimi Antonelli faz a pole position do GP dos EUA, onde pode ser campeão de F1
-
Arquidiocese de Nova York concorda em pagar mais de US$ 800 milhões em indenizações a vítimas de abusos sexuais
-
Lula e Bolsonaro reúnem multidões antes de duelo final nas urnas
-
Paris FC perde para Lens e deixa escapar oportunidade de assumir liderança do Francês
-
Atlético de Madrid vence Deportivo com gol de Julián Álvarez
-
Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção
-
Ronaldinho jogará pelo Ravenna na Serie C italiana no dia 15 de novembro
-
Israel desloca milhares de palestinos de Hebron após ataque mortal
-
Milhares de pessoas protestam na Itália sob forte dispositivo de segurança
-
Borussia Dortmund vence Eintracht Frankfurt e assume liderança do Alemão
-
Novos protestos sociais se espalham pela França em meio a tensões e fortes medidas de segurança
-
Kvaratskhelia voltará de lesão 'mais forte', prevê Luis Enrique
-
Houthis atacam Áden e acusam Arábia Saudita de causar 16 mortes no Iêmen
-
Infantino afirma que conta com amplo apoio para presidir a Fifa
-
City sofre 1ª derrota no Inglês e é alcançado pelo Arsenal na liderança
-
Lula e Flávio Bolsonaro encerram campanha com atos multitudinários
-
Milhares de pessoas protestam em Madri em defesa das aposentadorias
-
Sobe para nove o número de mortos em ataque armado em igreja na Jordânia
-
Lula e Flávio Bolsonaro vão às ruas em encerramento de campanha
-
França vive novo dia de protestos com forte contingente policial
-
Incêndio atinge antiga residência de montanha de Hitler; um suspeito é detido
Especialista da ONU teme destruição de provas com retirada de escombros em Gaza
A retirada de escombros nas áreas da Faixa de Gaza sob controle militar israelense provoca o risco de apagar vestígios de "crimes" e de impedir a recuperação e identificação de restos humanos, afirmou nesta segunda-feira (7) uma especialista da ONU.
A guerra de Israel em Gaza deixou mais de 73.000 mortos e 174.000 palestinos feridos desde outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, dirigido pelo grupo islamista Hamas. A ONU considera os dados confiáveis.
O conflito foi desencadeado após um ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, que deixou 1.221 mortos, segundo uma contagem da AFP.
"A retirada, a trituração e o deslocamento de escombros em Gaza não devem destruir provas de crimes internacionais, nem impedir a recuperação e a identificação dos restos humanos", declarou Francesca Albanese, relatora especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados.
"Os escombros de Gaza contêm restos humanos e elementos materiais importantes para investigar supostos crimes internacionais", acrescentou Albanese, nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos, mas que não fala em nome da ONU.
Em um relatório publicado em abril, o Banco Mundial, a União Europeia e a ONU calcularam que Gaza acumulava 68 milhões de toneladas de escombros procedentes de edifícios destruídos ou danificados.
Citando autoridades palestinas, Albanese afirma que mais de 10.000 pessoas estão soterradas sob os escombros no território.
Em janeiro de 2024, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) ordenou que Israel adotasse medidas para prevenir a destruição e preservar as provas relacionadas às acusações de violações da Convenção sobre o Genocídio, lembra Albanese.
Mas ela afirma ter recebido em agosto "informações confiáveis" de diversas fontes sobre uma operação que envolve "a retirada, a trituração e o transporte deliberados e em larga escala de escombros".
"Em uma Gaza devastada, os escombros (...) fazem parte de uma cena de crime, de um cemitério e constituem a marca material do que aconteceu durante uma campanha de bombardeios brutal e insensata que durou dois anos", explicou a relatora, alvo de sanções dos Estados Unidos por ter criticado a forma como Israel trata os palestinos.
A.Seabra--PC