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Trump adotou IA para mensagens políticas
De um jogo de futebol no Salão Oval a coquetéis em Gaza ou ataques a seus críticos a partir de um avião de combate, o presidente Donald Trump transformou a inteligência artificial em uma ferramenta central de sua comunicação política.
No primeiro ano de seu segundo mandato na Casa Branca, Trump intensificou o uso de imagens hiper-realistas, mas falsas, na Truth Social e em outras plataformas. Ele as usa para se vangloriar enquanto ridiculariza seus críticos.
Mensagens semelhantes criadas com IA também foram usadas por outros setores do governo Trump, assim como por alguns dos rivais do presidente.
Uma das publicações de Trump o mostra jogando futebol no Salão Oval com Cristiano Ronaldo, a quem descreveu como "um grande sujeito" e alguém "muito inteligente e genial".
Em outra publicação criada com IA, ele aparece ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enquanto tomam sol em um resort de luxo. Ao fundo, um letreiro diz "Trump Gaza".
O vídeo foi publicado depois que o presidente americano propôs no ano passado transformar Gaza na "Riviera do Oriente Médio", sugestão que gerou duras críticas.
- Papa, leão, maestro -
Tanto Trump quanto a Casa Branca divulgaram imagens que mostram o presidente vestido como papa, rugindo ao lado de um leão ou como maestro no Kennedy Center.
"Bem-vindos à primeira administração da Casa Branca dos Estados Unidos que adota e utiliza imagens geradas por inteligência artificial em sua comunicação diária", afirmou um relatório do instituto de mídia Poynter, uma organização sem fins lucrativos.
"Com a IA, Trump difunde estereótipos e narrativas falsas em publicações que rebaixam questões complexas aos pontos de conversa mais básicos, sem se importar com sua base factual", acrescentou.
Trump dedicou suas publicações com IA mais provocativas a seus rivais e críticos, usando-as para instigar a base conservadora que o apoia.
No ano passado, ele divulgou um vídeo feito com IA do ex-presidente Barack Obama sendo detido no Salão Oval e, depois, atrás das grades com um uniforme laranja.
"Para alguém como Trump, a IA generativa sem regulação é a ferramenta perfeita para chamar atenção e distorcer a realidade", disse à AFP Nora Benavidez, assessora principal do grupo de defesa Free Press.
- "Campanha sem pausa" -
Analistas afirmam que as mensagens com IA equivalem a uma estratégia de campanha por meio do "trolling", uma tática que pode ecoar entre eleitores mais jovens diante das eleições legislativas de meio de mandato neste ano.
"Embora em muitos aspectos seja desejável que o presidente se mantenha afastado da disputa e não compartilhe imagens geradas por IA, Trump demonstrou repetidamente que vê seu tempo no cargo como uma campanha política sem pausa", disse à AFP Joshua Tucker, codiretor do Centro de Redes Sociais e Política da Universidade de Nova York.
"Devemos ver o uso de imagens políticas criadas com IA como uma de suas ferramentas - assim como as postagens de texto - para continuar essa campanha", acrescentou.
Em um estudo publicado no mês passado pela revista científica Nature, um grupo de acadêmicos, entre eles David G. Rand, da Universidade Cornell, afirmou que interações entre humanos e IA podem ter um efeito significativo nas decisões eleitorais.
Segundo o estudo, trocas com ferramentas de IA que defendiam candidatos políticos impactaram de forma substancial as preferências de eleitores da oposição nos Estados Unidos, no Canadá e na Polônia.
Como demonstração de seu potencial, a estratégia de Trump foi imitada por outros integrantes de seu governo, assim como por alguns de seus rivais políticos.
O secretário de Saúde de Trump, Robert F. Kennedy Jr., criticado por promover desinformação médica, impulsionou recentemente a campanha natalina "Make Santa Healthy Again" - uma alusão ao slogan MAGA. O Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) publicou imagens com IA de suas operações anti-imigração.
No mês passado, o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, ironizou o presidente com um vídeo feito com IA no X que mostrava Trump e dois de seus principais assessores algemados.
V.F.Barreira--PC