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Rushdie alerta para a violência política ao relatar o ataque que sofreu
O escritor Salman Rushdie acredita que o terrível ataque com faca que quase lhe tirou a vida é um exemplo da violência desencadeada por líderes políticos inescrupulosos e alertou que "todos estão em perigo" em um Estados Unidos cada vez mais instável.
O escritor britânico-americano esteve presente no domingo na estreia do documentário "Knife: The Attempted Murder of Salman Rushdie" no Festival de Cinema de Sundance, sobre o ataque que sofreu em 2022.
"A ideia de perigo e violência está agora próxima de todos neste país", disse ele à AFP no festival, que acontece em Park City até 1º de fevereiro.
"Acho que todos estão em perigo agora", acrescentou.
O documentário, dirigido por Alex Gibney, é baseado no livro "Knife", a autobiografia que narra o ataque brutal e suas sequelas.
Rushdie se apresentava em um evento em Chautauqua, Nova York, quando Hadi Matar, de 24 anos, subiu ao palco e o esfaqueou 15 vezes.
O ataque brutal deixou Rushdie com ferimentos que mudaram sua vida, incluindo a perda do olho direito.
Seus comentários sobre violência política surgem em um momento em que o presidente americano, Donald Trump, intensificou as operações contra imigrantes em situação irregular em diversas cidades, particularmente em Minneapolis, onde agentes federais mataram a tiros dois cidadãos americanos neste mês.
Rushdie opinou que o ataque brutal contra ele foi um exemplo de "algo maior".
"A violência é esse algo, a violência desencadeada pelos inescrupulosos que usam os ignorantes para atacar (...) a cultura", disse ele.
O filme de Gibney utiliza imagens de vídeo do ataque a Rushdie, filmadas pelos organizadores e participantes do evento, assim como imagens intimistas gravadas por sua esposa, Rachel Eliza Griffiths, ao longo de seis semanas enquanto o autor estava gravemente ferido no hospital.
S.Caetano--PC