-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
América Latina avança com sucesso em transição para energias renováveis, aponta relatório
O investimento em energias renováveis aumentou de forma exponencial na América Latina na última década, o que permitirá que seu mercado eólico e solar dobre em 2027 em relação ao nível atual, destaca um relatório divulgado nesta quarta-feira (25) no Panamá.
“Estão sendo tomadas medidas e um impulso está sendo gerado para uma mudança exponencial em nossos sistemas energéticos”, aponta o relatório “Sucessos Latino-Americanos na Transição Energética”, preparado pelo centro de pesquisas Zero Carbon Analytics.
"Alguns países se antecipam dando passos significativos rumo à descarbonização e a construir novas indústrias e gerar empregos, reduzindo a dependência das importações de energia e protegendo os consumidores dos preços voláteis dos combustíveis fósseis”, destaca o documento.
O estudo foi divulgado no contexto da Semana do Clima da América Latina e do Caribe, fórum do qual participam ministros da região antes da COP28. O relatório se aprofunda nos casos de Brasil, Chile e Uruguai, mas também destaca os avanços em México, Guatemala, Costa Rica e Colômbia, entre outros países.
"Foram destinados mais de 15 bilhões de dólares (75 bilhões de reais) em investimentos a cada ano, chegando a quase 167 bilhões de dólares na última década, um número impulsionado, principalmente, pelo investimento eólico e solar", detalha o estudo.
Em sete países, "a energia renovável não hidroelétrica já representa mais de 30% da capacidade instalada”, e existem na região cerca de 320 projetos eólicos e solares, dos quais cerca de 200 estão em fase de pré-construção ou construção".
O investimento em energias renováveis na região “aumentou exponencialmente, em média, 10% ao ano na última década, proporcionando quase 100 GW de capacidade eólica e solar em 2022”, destaca o estudo.
- Sol e vento -
O Brasil se tornou um dos 10 maiores geradores de energia solar e eólica do mundo, enquanto o Uruguai “conseguiu a implantação renovável mais rápida” e 98% da sua eletricidade provêm hoje de energias renováveis, ressalta o relatório.
O texto destaca "a diversificação energética” do Brasil, que, com a introdução da energia solar, “criou 960 mil novos empregos e ajudou a evitar 40 milhões de toneladas de emissões de CO2”.
“A produção de eletricidade se concentra nos pequenos usuários. Em julho de 2023, o Brasil ultrapassou 2 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos prédios. O país conta com “18.164 usinas de energia solar em operação”, mas também promoveu a geração a partir do vento, e possui 935 parques eólicos.
- Centrais de carvão -
No Chile, a geração de eletricidade com energias renováveis passou de 37% para 55% nos últimos sete anos, principalmente devido à adição de mais energia solar. O país andino foi responsável em 2022 por 20% da nova energia eólica na América Latina.
O estudo destaca que o Chile “obteve avanços significativos desde que o plano foi lançado, em 2019, fechando oito centrais elétricas a carvão, e que planeja fechar ou converter mais nove usinas até 2025”.
O Uruguai, por sua vez, começou a abandonar a geração de eletricidade a partir de combustíveis fósseis em 2005, ao aprovar o Plano Energético Nacional, e “uma grande seca ocorrida em 2020 tornou a energia hidrelétrica pouco confiável, o que fez aumentar o investimento em energias renováveis”.
“O Uruguai investiu mais de 8 bilhões de dólares (40 bilhões de reais) no setor de energias renováveis (principalmente eólica), resultando em que 98% da eletricidade provêm hoje dessa fonte", aponta o relatório.
E.Borba--PC