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Biden aposta em rejeição sindical de Trump durante comício de campanha
O presidente Joe Biden vestiu a característica camiseta vermelha do maior sindicato de trabalhadores do setor automotivo dos Estados Unidos e criticou Donald Trump em um comício nesta quinta-feira (9), enquanto tentava reativar o apoio à sua candidatura à reeleição em 2024.
"Trump frequentemente diz que agora somos uma nação em declínio", disse o democrata de 80 anos aos trabalhadores de Illinois, que recentemente garantiram aumentos salariais e a reabertura de uma fábrica após semanas de greve.
"Isso não é o que eu vejo. Eu sei o que podemos fazer se as pessoas tiverem uma chance justa", disse ele.
Alguns membros do United Auto Workers (UAW) na multidão gritaram "Prendam Trump" quando Biden atacou o ex-presidente envolto em escândalos, a quem derrotou em 2020.
Trump, o favorito à indicação republicana para concorrer à Casa Branca, enfrenta cinco processos judiciais, mas, até agora, seus problemas legais não afetaram sua popularidade nas pesquisas.
Em março, Trump - que enfrentou dois processos de impeachment quando estava na Casa Branca, embora nunca tenha sido condenado - está agendado para comparecer a um tribunal federal de Washington em um julgamento por conspiração, acusado de tentar anular os resultados das eleições que perdeu para Biden.
Biden está tentando impulsionar sua campanha de reeleição depois que várias pesquisas o colocaram atrás de Trump em uma possível revanche no próximo ano.
- "Pareço ter 30 anos" -
As últimas pesquisas mostraram que os eleitores estão especialmente preocupados com a idade de Biden, mas ele fez um discurso animado para o público cheio de piadas sobre Trump.
"Eu sei que só pareço ter 30 anos, mas estou aqui há muito tempo", disse. E quando um repórter tropeçou na área de imprensa, ele observou: "Eu só quero que a imprensa saiba que não fui eu", referindo-se a uma série de incidentes em que ele caiu.
Biden lembrou também que Trump não visitou os membros dos sindicatos quando estavam em greve contra as três grandes fabricantes de automóveis americanas, Ford, General Motors e Stellantis.
"Vocês se lembram do outro cara?", disse ele, referindo-se a Trump. "Eu estive ao seu lado, meu antecessor foi a um estabelecimento não sindicalizado e os atacou."
Biden também criticou Trump por não apoiar a transição para veículos elétricos, que o democrata transformou em um pilar fundamental de sua política.
E.Borba--PC