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Sindicato dos EUA aprova acordos coletivos que encerraram greve no setor automotivo
Os trabalhadores do sindicato United Auto Workers (UAW) aprovaram os acordos salariais coletivos com as "três grandes" empresas do setor automotivo nos Estados Unidos - Ford, Stellantis e GM -, ao fim de um processo iniciado por uma greve inédita.
"Depois da greve histórica" de mais de seis semanas, que pela primeira vez atingiu os três grupos ao mesmo tempo, "os membros do UAW (...) votaram para ratificar os novos convênios coletivos", anunciou o sindicato nesta segunda-feira, confirmando oficialmente uma informação já conhecida desde o sábado.
O presidente Joe Biden, próximo dos sindicatos e que visitou um piquete da greve durante sua campanha à reeleição, saudou os "contratos históricos" que "recompensam" os trabalhadores.
O UAW informou que 64% dos trabalhadores sindicalizados dos três grandes grupos votaram a favor dos convênios, com quatro anos de duração.
A greve, iniciada em 15 de setembro e que se estendeu por seis semanas, chegou a mobilizar até 45.000 dos 146.000 integrantes do UAW nas "três grandes" de Detroit.
No sábado, uma fonte sindical havia informado à AFP que os três acordos estavam "ratificados".
Os trabalhadores grevistas voltaram ao trabalho após o anúncio dos acordos de princípio, ao invés de seguirem o processo habitual de aguardar sua ratificação.
O sindicato tinha exigido um aumento salarial de 40% em quatro anos, para se equiparar às retribuições dos executivos no mesmo período.
Os acordos finais preveem um aumento salarial básico de 25% em quatro anos, ajustes pelo custo de vida, maiores benefícios e melhores condições para os aposentados, entre outras medidas.
Os três grupos registraram altas em Wall Street nesta segunda-feira.
L.Henrique--PC