-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
Emirados Árabes Unidos são acusados de usar COP28 para fazer negócios
Os Emirados Árabes Unidos planejavam aproveitar as reuniões com governos estrangeiros organizadas em função de seu papel como anfitrião da COP28 para fechar acordos sobre combustíveis fósseis, afirmou a BBC nesta segunda-feira (27).
Segundo a rede, documentos obtidos por jornalistas do Center for Climate Reporting (CCR), que trabalham com a BBC, foram preparados pela equipe emiradense da COP28 para o presidente da cúpula, Sultan al Jaber (que também dirige a petrolífera Adnoc), antes de reuniões com governos estrangeiros entre julho e outubro deste ano.
Os documentos, cuja autenticidade o CCR afirma ter verificado, foram obtidos por meio de um "denunciante" que permanece anônimo por receio de represálias, informou a fonte.
A escolha do CEO da empresa petrolífera dos Emirados, Adnoc, para presidir a conferência climática da ONU deste ano foi muito criticada por ativistas ambientais.
"Não posso acreditar que isto seja verdade", reagiu o secretário-geral da ONU, António Guterres, em declarações à imprensa.
Segundo a BBC, tais documentos são uma compilação de 150 páginas de relatórios preparados pela equipe da COP28 para as reuniões de Sultan al Jaber com pelo menos 27 governos estrangeiros.
Os documentos incluem "pontos de negociação", como um com a China, segundo o qual a Adnoc quer "avaliar conjuntamente as oportunidades internacionais" para o gás natural liquefeito em Moçambique, Canadá e Austrália.
Um porta-voz da COP28, que acontecerá entre quinta-feira (30) e 12 de dezembro em Dubai, respondeu que "os documentos mencionados no artigo da BBC são imprecisos e não foram utilizados pela COP28 durante as reuniões".
"É extremamente decepcionante que a BBC utilize documentos não verificados", acrescentou o porta-voz.
Para Kaisa Kosonen, coordenadora de políticas do Greenpeace Internacional, a cúpula "deveria se concentrar no avanço das soluções climáticas de forma imparcial, e não em acordos secretos que alimentam a crise".
"Este é exatamente o tipo de conflito de interesses que temíamos quando o CEO de uma empresa petrolífera foi nomeado para este cargo", acrescentou.
"Se essas acusações forem verdadeiras, são totalmente inaceitáveis e um verdadeiro escândalo", denunciou o Greenpeace em comunicado.
L.Torres--PC