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Ex-presidente de Harvard diz que renunciou devido a 'mentiras e insultos'
A ex-presidente da Universidade de Harvard reconheceu nesta quarta-feira que cometeu erros, mas insistiu em que foi alvo de uma campanha de mentiras e insultos.
Claudine Gay renunciou ontem, após ser alvo de ataques e acusações de plágio, e depois da sua resposta a manifestações pró-palestinos no campus, no contexto do conflito entre Israel e o Hamas.
“Aqueles que fizeram uma campanha implacável pela minha destituição muitas vezes traficaram mentiras e insultos ad hominem, e não argumentos fundamentados”, escreveu Claudine no The New York Times. “Reciclaram velhos estereótipos raciais sobre o talento e o temperamento negros. Promoveram uma narrativa falsa de indiferença e incompetência.”
Claudine havia sido criticada nos últimos meses, após relatos de que ela não citava adequadamente as referências de seus trabalhos acadêmicos.As acusações mais recentes foram feitas ontem e publicadas anonimamente em um veículo eletrônico conservador.
A presidente também se viu envolvida em polêmicas ao se recusar a dizer de forma inequívoca se pedir o genocídio dos judeus violava o código de conduta de Harvard, durante uma audiência no Congresso ao lado dos reitores do MIT e da Universidade da Pensilvânia, no mês passado.
Claudine, 53, que fez história como primeira pessoa negra a liderar a poderosa universidade, localizada em Cambridge, Massachusetts, afirmou em sua carta de renúncia que foi vítima de ataques pessoais e racismo.
A queda da presidente ocorreu depois que a Corporação Harvard, que administra a universidade, apoiou-a inicialmente, após o desastre que significou para as relações públicas da instituição seu depoimento perante o Congresso. Mas o órgão criticou a resposta inicial da universidade aos ataques de 7 de outubro do Hamas contra Israel.
J.Oliveira--PC