-
Volvo 850 T-5R: O desportivo familiar que redefiniu a marca nos anos 90
-
Maria Hellena, de 9 anos, é única de Santa Cruz aprovada na Escola Bolshoi Brasil
-
Lucy Alves retorna às novelas em 'Lá na minha terra' e confirma novo namoro
-
Pais e irmã do atirador de Cracóvia são encontrados mortos em casa
-
Governo de São Tomé e Príncipe contesta penhora de conta do Banco Central em Portugal
-
Trump convida Dana White para ser porta-voz da Casa Branca
-
Serrano vence o São Cristóvão e conquista a Taça Corcovado no Carioca B1
-
Shows no Horto do Fonseca são adiados por causa da chuva em Niterói
-
Rosa Moreira explica por que deve semear favas e ervilhas em novembro
-
80 proprietários de Tesla na Coreia do Sul enfrentam prisão por hackear FSD
-
Gadi Eisenkot assume missão de formar governo de urgência em Israel
-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
Migrantes reorganizam caravana e avançam pelo sul do México
Pelo menos mil migrantes voltaram a se organizar, nesta segunda-feira (8), no sul do México, em uma caravana em direção aos Estados Unidos, após acusarem autoridades locais de descumprirem a promessa de lhes conceder permissões para transitar pelo país.
Atrás de uma enorme faixa dizendo "Êxodo da pobreza" e aos gritos de "Não somos criminosos! Somos trabalhadores internacionais!", os estrangeiros sem documentos retomaram a marcha no estado de Chiapas (sul), fronteiriço com a Guatemala, saindo ao amanhecer da localidade de Arriaga.
Esses migrantes haviam iniciado uma caravana de milhares de pessoas em 24 de dezembro partindo de Chiapas, decididos a chegar aos Estados Unidos para pedir refúgio por razões humanitárias.
Mas a multidão se dispersou em 2 de janeiro, depois que as autoridades migratórias prometeram atender seus pedidos, entre eles a distribuição de permissões para poderem circular pelo México.
"Não cumpriram, os deixaram em alguns abrigos (...) separaram as famílias e causaram graves problemas", disse à imprensa Luis García Villagrán, do Centro de Dignificação Humana AC e que acompanha a marcha.
O grupo é composto por famílias inteiras, em sua maioria de origem venezuelana e diversos centro-americanos. Algumas crianças levavam brinquedos nas mãos.
"A Migração mentiu para nós, prometeu algo que não cumpriu, quis apenas desfazer o grupo, mas se enganaram, porque aqui estamos todos e vamos caminhar", disse a salvadorenha Rosa Vásquez.
Os migrantes denunciaram que nos abrigos lhes cobraram cerca de 25 dólares e lhes roubaram alguns de seus pertences.
Com mais de 3.000 km de fronteira com os Estados Unidos, o México é um país de trânsito e de retenção para migrantes, principalmente de países da América Central atingidos pela violência ou pela pobreza (Honduras, Guatemala, El Salvador), do Caribe (Haiti, Cuba) e da Venezuela, que se veem bloqueados pelas políticas restritivas dos Estados Unidos.
A migração para os Estados Unidos alcançou um número recorde no ano passado. Segundo a patrulha fronteiriça americana, entre outubro de 2022 e setembro 2023, foram registradas 2,4 milhões de entradas de migrantes pela fronteira sul dos Estados Unidos, um recorde.
P.Queiroz--PC