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'Ajoelhados, jamais': Venezuela relembra aniversário do golpe de Chávez
Líderes chavistas visitaram, nesta quarta-feira (4), o mausoléu do líder esquerdista Hugo Chávez para relembrar o 34° aniversário do golpe de Estado frustrado que o popularizou em 1992 e marcou sua carreira política.
O 4 de fevereiro - o "Dia da Dignidade" no calendário chavista - coincide com o primeiro mês da incursão militar americana que levou à deposição de seu sucessor, Nicolás Maduro.
Vestindo uniformes militares camuflados, ex-companheiros da tentativa de golpe foram ao chamado "Quartel da Montanha 4F", onde Chávez se entregou após a tentativa frustrada de tomar o poder.
Hoje, o local concentra o culto à personalidade em torno do líder da Revolução Bolivariana.
"Nosso presidente foi sequestrado e hoje é prisioneiro de guerra. O comandante Hugo Chávez nos ensinou a transformar derrotas em vitórias", disse o poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello. "Os únicos que garantem a paz deste país somos nós, o povo chavista, é a revolução bolivariana", acrescentou.
"A Venezuela está de pé, segue de pé, não ficaremos ajoelhados jamais, diante de ninguém", emendou Cabello durante o ato, ao qual também assistiram familiares de Chávez.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, não foi ao evento. Ela era vice-presidente de Maduro e herdou o poder após o ataque americano de 3 de janeiro, que incluiu bombardeios a Caracas e regiões vizinhas.
O chavismo foi às ruas de Caracas na terça-feira, no primeiro mês da deposição de Maduro. Um ato por ocasião do 4F foi convocado em Maracay, a uma hora e meia da capital.
Rodríguez governa sob pressão dos Estados Unidos, aos quais entregou o controle do petróleo e avança na retomada das relações diplomáticas bilaterais. Também impulsiona uma anistia geral no Parlamento.
A.S.Diogo--PC