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Congresso dos EUA enfrenta nova paralisação orçamentária devido ao controle de imigração
O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos caminha, nesta sexta-feira (13), para uma nova paralisação orçamentária devido ao fracasso das negociações entre democratas e republicanos sobre a forma como o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) atua após dois tiroteios mortais em Minneapolis.
Os democratas se opõem a qualquer novo financiamento para o DHS enquanto não forem introduzidas mudanças profundas nas operações do ICE, agência federal responsável por levar adiante a ofensiva antimigração do presidente republicano Donald Trump.
Sua oposição ao ICE só se intensificou após a morte, com poucas semanas de diferença, em janeiro, de Renee Good e Alex Pretti, dois americanos mortos a tiros por agente federais em Minneapolis durante protestos contras as batidas.
"Os democratas não darão um cheque em branco para o caos", afirmou na quinta-feira (12) o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer.
Para seu homólogo na Câmara de Representantes, Hakeem Jeffries, "os dólares dos contribuintes deveriam ser destinados a tornar a vida mais acessível para os americanos, não para massacrá-los nem para matá-los".
Nesta sexta-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, assegurou na Fox News que "razões políticas e partidárias" estão por trás deste fechamento parcial do governo federal anunciado para meia-noite desta sexta-feira.
Devido às normas vigentes no Senado americano, são necessários 60 de 100 votos para aprovar um texto orçamentário, e os republicanos, mesmo possuindo maioria, necessitam do apoio de vários membros da oposição para aprovar sua proposta orçamentária para o DHS.
Diante das demandas democratas, a Casa Branca disse estar disposta a negociar e enviou uma contraproposta na noite de quarta-feira (11). Mas a oposição a rejeitou de imediato.
Na prática, se as negociações fracassarem, milhares de funcionários ficarão em casa, enquanto outros milhares, cujas funções são consideradas essenciais, deverão seguir trabalhando. Em ambos os casos, os salários não serão pagos até que o Congresso aprove um orçamento para o departamento.
Porém, embora os democratas digam que se opõem a financiar o DHS devido às ações do ICE, este último poderá continuar operando durante a paralisação, graças a fundos já aprovados pelo Congresso no ano passado.
Outras agências —como a Fema, responsável pela resposta a desastres naturais— serão, portanto, as mais afetadas pelo bloqueio de verbas.
A paralisação orçamentária anunciada será a terceira desde o início do segundo mandato de Trump.
E.Paulino--PC