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Manchester United volta a ter lucro após reestruturação financeira
O Manchester United, um dos maiores clubes de futebol do mundo, anunciou nesta quarta-feira (25) um aumento em seu lucro operacional, em um contexto de profunda reestruturação que inclusive levou a cortes de empregos.
O lucro nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2026 (julho a dezembro de 2025) totaliza 32,6 milhões de libras esterlinas (R$ 227,6 milhões pela cotação atual), os números foram negativos no mesmo período do ano anterior (prejuízo de 4,5 milhões de euros, ou R$ 27,3 milhões).
Desde a chegada, em 2024, do empresário Jim Ratcliffe, que detém cerca de 29% das ações, o clube de Old Trafford fez cortes drásticos em todas as áreas, após anos de resultados esportivos decepcionantes.
Fora das competições europeias nesta temporada e com a queda nas receitas comerciais, o faturamento caiu de 198,7 milhões de libras (R$ 1,38 bilhão) para 190,3 milhões de libras (R$ 1,32 bilhão) no segundo trimestre do ano fiscal, informou o clube.
O diretor financeiro do United, Omar Berrada, elogiou "o impacto econômico positivo da nossa transformação fora de campo, tanto em termos de custos quanto de rentabilidade".
A reestruturação, liderada por Ratcliffe, CEO da gigante petroquímica Ineos, resultou no corte de 450 empregos no clube.
O Manchester United também anunciou no ano passado a intenção de construir um novo estádio com capacidade para 100 mil pessoas no lugar de Old Trafford, um projeto estimado em 2 bilhões de libras (R$ 13,9 bilhões).
No âmbito esportivo, a equipe vive uma sequência de bons resultados e ocupa a quarta posição no Campeonato Inglês, após a demissão do técnico português Rúben Amorim no início de janeiro.
X.Matos--PC