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Blazy oferece uma viagem no tempo através do icônico tailleur da Chanel
Matthieu Blazy apresentou, nesta segunda-feira (9), seu aguardado "segundo desfile" para a Chanel, com uma viagem por diferentes épocas, dos anos 1920 até os nossos dias, tendo como fio condutor o icônico tailleur da lendária marca francesa.
No Grand Palais, vizinho à Champs Elysées, em um cenário de guindastes coloridos, o estilista franco-belga apresentou conjuntos com saia de cintura baixa no estilo dos "loucos anos 20", às vezes acompanhados de cintos em vermelho ou azul. Também foram exibidos vestidos de gola halter, mais dos anos 1960. E blazers amplos e com ombreiras grandes, comuns nos anos 1980.
E, claro, tailleurs, grande parte em tweed nas cores laranja, creme, rosa, amarela... Até chegar a uma gama futurista com uma versão em Lurex, metálica e com reflexos verdes e prateados.
- "Sem concessões" -
"A Chanel é a liberdade absoluta de escolher entre a lagarta e a borboleta. Quero que minha roupa seja uma tela que permita às mulheres serem quem realmente são e quem querem ser, sem concessões", comentou Blazy em nota à imprensa para apresentar sua coleção feminina de outono-inverno 2026-2027.
Sua primeira coleção para a marca do duplo C, em outubro, foi qualificada de "audaciosa, soberba e curiosamente atrevida" pela FashionNetwork. E sua estreia na alta costura, no fim de janeiro, foi "magistral" para a revista Madame Figaro.
O desfile desta segunda-feira foi aberto pela modelo Stéphanie Cavalli, de 50 anos e cabelos grisalhos, como no desfile da alta-costura no começo do ano.
"As mulheres mais velhas dão uma dimensão completamente diferente às roupas. Elas venceram, elas viram o mundo", explicou o estilista ao New York Times.
No público, sempre repleto de famosos, estavam as estrelas de Hollywood Teyana Taylor e Margot Robbie, a apresentadora americana Oprah Winfrey e a cantora espanhola Amaia Romero, entre muitos outros.
- Vestidos de renda -
Vizinho ao Grand Palais, no Petit Palais Gabriela Hearst também apresentou sua nova coleção nesta segunda-feira, uma homenagem à ativista britânica Eglantyne Jebb (1876-1928), fundadora, em 1919, da ONG Save the Children, com a qual a estilista uruguaia colabora há uma década.
Com longos e sensuais vestidos de cor marfim, confeccionados em renda de caxemira, a estilista, ex-designer da Chloé, quis lembrar o trabalho desta pioneira dos direitos da infância.
"Eglantyne viveu com paixão, mas seu trabalho era cuidadosamente planejado e estudado. Seu rigor é honrado através dos materiais e das técnicas desta coleção, que aportam profundidade, experiência e humanidade em cada detalhe e em cada peça", assinalou a empresa em um comunicado.
Predominaram os vestidos longos com acabamento em babados, assim como várias peças com franjas, inspirados nas mantilhas, echarpes que compõem o traje típico das espanholas. Também apareceram calças cargo em brim japonês, jaquetas no estilo aviador em couro e peças de alfaiataria em veludo de caxemira.
A coleção também é "um estudo de textura e contraste", acrescentou, como no vestido noturno com vison vintage reciclado ou no conjunto de seda japonesa em tons claros e escuros.
Os desenhos desta estilista se baseiam no conceito do luxo sustentável e frequentemente os tecidos são feitos de materiais que sobraram de temporadas anteriores.
H.Portela--PC