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Seis países se declaram 'dispostos a contribuir' para segurança no Estreito de Ormuz
Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Países Baixos condenaram nesta quinta-feira as represálias iraianas contra a infraestrutura energética no Golfo e disseram que estão dispostos a contribuir para a segurança no Estreito de Ormuz, fechado por Teerã.
O presidente francês, Emmanuel Macron, mencionou a possibilidade de uma "futura missão" de escolta no âmbito da ONU, no encerramento de uma reunião de cúpula europeia em Bruxelas.
"Pedimos uma moratória imediata e geral para os ataques a infraestrutura civil, em particular a instalações de petróleo e de gás", indicaram os seis países em comunicado. "Nós nos declaramos dispostos a contribuir com os esforços necessários para garantir a segurança da passagem pelo Estreito de Ormuz", acrescentaram.
Macron reiterou que a França estava "disposta, juntamente com outras nações, a assumir a responsabilidade por um sistema de escolta de navios no Estreito, no contexto de uma missão que não tem como objetivo ser uma ação de força. Pelo contrário, não participaremos de nenhuma abertura à força do Estreito no contexto das operações bélicas e dos bombardeios em curso."
Antes da guerra, 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo passavam pelo Estreito. Seu fechamento pelo Irã elevou o preço do barril de óleo bruto para mais de 110 dólares.
Ontem, o Exército israelense atacou o grande campo de gás de South Pars-North Dome, compartilhado pelo Irã e o Catar. É a maior reserva de gás conhecida do mundo e fornece quase 70% do gás natural doméstico da República Islâmica.
Em represália, o Irã atacou Ras Lafan, no Catar, o maior complexo industrial e porto de exportação de Gás Natural Liquefeito (GNL) do mundo.
Também houve ataques nesta quinta-feira contra duas refinarias de petróleo no Kuwait e contra uma instalação de petróleo no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, usada pela Arábia Saudita para exportar óleo bruto e evitar o Estreito de Ormuz.
M.Gameiro--PC