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Argentina registrou leve queda na pobreza em 2025
O índice de pobreza caiu mais de três pontos percentuais na Argentina entre o primeiro e o segundo semestres de 2025, e atingiu 28,2% da população no fim do mesmo ano, informou nesta terça-feira (31) o Instituto Nacional de Estatísticas (Indec).
A taxa de indigência também teve leve queda, atingindo 6,3% da população, em comparação com 6,9% no semestre anterior.
O governo de Javier Milei comemorou e atribuiu a queda desses índices ao sucesso de seu programa econômico ultraliberal, que reduziu a inflação de 117,8% no fim de 2024 para 31,5% no fim de 2025, às custas de um ajuste fiscal rigoroso.
Milei mencionou no X seu lema "Tudo conforme o planejado". O ministro da Economia, Luis Caputo, ressaltou que "a pobreza é a mais baixa em mais de sete anos".
Caputo destacou que a redução da pobreza está ligada ao crescimento de 4,4% da economia argentina em 2025 e ao aumento dos auxílios familiares acima da inflação. Mas a queda do índice contrasta com outros parâmetros: os setores que promoveram esse crescimento são os que geram menos emprego (agricultura, finanças, mineração), enquanto setores como indústria e construção civil permanecem retraídos.
F.Santana--PC