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Argentina vive um boom na mineração impulsionado por Milei
Em uma noite gelada na Cordilheira dos Andes, Aldana Ramírez busca calor junto a uma fogueira enquanto supervisiona as operações de perfuração em um projeto de extração de cobre que avança de forma implacável, parte do boom da mineração impulsionado pelo governo de Javier Milei na Argentina.
"Eu amo este trabalho. Me apaixonei por ele na primeira vez que vim para cá", diz Ramírez, de 27 anos. Ela sente falta do filho de sete anos, que vê a cada duas semanas, mas afirma que "vale a pena o esforço".
Horas de viagem em estradas de terra cercadas por geleiras e riachos cujas margens são habitadas por guanacos separam o acampamento de mineração de Los Azules de sua cidade natal, Villa Calingasta, na província de San Juan, o epicentro de vários projetos de mineração.
Uma grande parte dos 11.000 habitantes do departamento de Calingasta trabalha direta ou indiretamente na mineração, como Ramírez, seu pai e seus três irmãos. Outros são agricultores e estão preocupados com o escoamento da água proveniente dos projetos.
Desde que assumiu o cargo em 2023, Milei tem buscado acelerar a mineração em um país com vastas reservas de cobre, ouro, lítio e urânio. Em 2024, ele lançou o Rigi, um programa com incentivos fiscais que atrai bilhões de dólares em investimentos.
- Milei acelera -
"A mineração se espalhará por toda a cordilheira, gerando centenas de milhares de empregos", previu Milei em março.
Semanas depois, ele promulgou uma reforma na lei de proteção das geleiras que permitirá às províncias autorizar novas áreas para mineração. Organizações ambientalistas contestaram essa reforma na justiça, argumentando que ela coloca em risco o acesso à água.
Em 2025, as exportações mineradoras cresceram 27%, atingindo 6 bilhões de dólares (30 bilhões de reais), impulsionadas pelo ouro e pelo lítio, dos quais a Argentina já é o quinto maior produtor mundial. O governo projeta ultrapassar os 20 bilhões de dólares (100 bilhões de reais) anuais até 2035.
Segundo o economista Nicolás Gadano, "a estrutura das exportações está sendo transformada" pela mineração e pelos hidrocarbonetos, setores com os quais este país tradicionalmente agrícola busca reverter sua histórica escassez de moeda estrangeira.
Mais da metade das exportações de metais planejadas são de cobre, uma commodity essencial para a construção, a transição energética e o desenvolvimento da inteligência artificial. A Argentina praticamente não produz cobre desde 2018, mas possui reservas que poderiam posicioná-la entre os dez maiores fornecedores mundiais.
- Água ou trabalho? -
Os maiores projetos de cobre em San Juan — Vicuña e El Pachón — incluem geleiras em suas áreas de operação, embora afirmem que essas geleiras não são relevantes para o sistema hídrico. Ambas as empresas acolheram bem a nova lei de proteção de geleiras, mas os desafios legais decorrentes dela deixaram os investidores apreensivos.
A questão está fragmentando as comunidades, divididas entre a esperança de novos empregos e a preocupação com a água, um recurso escasso nas províncias andinas.
"As pessoas têm que escolher: 'Ou protejo a água ou como'", diz Alejandro, funcionário de um posto de gasolina em Jáchal, onde, em 2015, uma mina da Barrick Gold derramou mais de um milhão de litros de solução de cianeto em cursos d'água.
Alejandro, que pediu para não ter seu sobrenome divulgado, não se opõe à mineração, mas acredita que "não há controles suficientes" por parte do governo.
Além da questão da aceitação social, o boom da mineração enfrenta desafios em infraestrutura e energia.
Mas no acampamento Los Azules, enquanto sua máquina perfura a noite congelante, o operador de perfuração Andrés Carrizo, de 27 anos, se mantém esperançoso: "Seria ótimo se tudo continuasse, se todos tivéssemos trabalho e pudéssemos crescer."
T.Resende--PC