Airbus impulsiona aliança com Alemanha para fabricar caça de 6º geração
Airbus impulsiona aliança com Alemanha para fabricar caça de 6º geração / foto: Geoffroy Van der Hasselt - AFP/Arquivos

Airbus impulsiona aliança com Alemanha para fabricar caça de 6º geração

A Airbus anunciou oficialmente, nesta quinta-feira (11), em Berlim, uma aliança de oito empresas alemãs para desenvolver um caça de sexta geração, como alternativa ao projeto franco-alemão-espanhol SCAF, que foi cancelado na segunda-feira.

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O Sistema de Combate Aéreo do Futuro (SCAF), um projeto emblemático da cooperação europeia em defesa, foi lançado em 2017 pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pela então chanceler alemã Angela Merkel, ao qual a Espanha aderiu em 2019.

No entanto, a decisão foi tomada em nível político, sem consultar os fabricantes — a empresa francesa Dassault e a europeia Airbus — enquanto o contexto geopolítico e as formas de fazer guerra mudaram profundamente.

Segundo a explicação oficial para o fracasso, as divergências entre a Dassault, que representava os interesses franceses e reivindicava a liderança no desenvolvimento do caça, e a Airbus, que representava Alemanha e Espanha e queria desenvolvê-lo em partes iguais, permaneceram sem solução, apesar da mediação política.

A nova aliança, denominada "Team Gen 6", declara-se pronta para "moldar ativamente, juntamente com parceiros europeus, o sistema de combate aéreo do futuro para a Europa".

Trata-se de uma estratégia de "lobby", "não é um consórcio que vai fabricar a aeronave do futuro", esclarece um especialista no projeto europeu entrevistado pela AFP.

A Dassault, que já produz o caça Rafale, "sabe como fabricar um caça do início ao fim. A Airbus não tem essa capacidade interna. Com o Eurofighter, eles contaram com a expertise da empresa britânica BAE Systems e da italiana Leonardo", enfatiza outro especialista industrial europeu, falando sob condição de anonimato.

A França acredita que pode desenvolver um caça "até 2040".

O CEO da Dassault afirmou repetidamente que a empresa poderia fazer isso "sozinha".

Ferreira--PC