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Presidente do Fed afirma que inflação nos EUA é 'preocupante'
O presidente do Federal Reserve (Fed) afirmou, nesta sexta-feira (28), que a inflação nos Estados Unidos é "preocupante" e que dificilmente poderia descrever a política monetária da instituição como "restritiva", às vésperas da próxima reunião para definir as taxas de juros.
"No geral, eu dificilmente descreveria as condições financeiras como restritivas", disse Kevin Warsh em seu primeiro discurso na reunião de banqueiros centrais em Jackson Hole, no oeste dos Estados Unidos.
O banco central americano não conseguiu atingir sua meta de inflação de longo prazo de 2% por mais de cinco anos. Nesta semana, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), o preferido do Federal Reserve, ficou em 3,7%.
Warsh, que tem se mostrado relutante em compartilhar suas opiniões sobre a economia desde que assumiu o cargo, declarou que "o foco principal do banco central neste momento deve ser os preços".
"Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e em um ritmo suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer", disse ele.
O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas ao longo de 2026, mas um grupo crescente de formuladores de políticas monetárias defende um aumento das taxas para combater a inflação impulsionada pelas políticas tarifárias do presidente Donald Trump e sua guerra comercial com o Irã.
Em sua última reunião, em julho, o Fed novamente manteve as taxas inalteradas, mas um quarto dos membros votantes do comitê de política monetária discordou e defendeu um aumento imediato.
Em sua perspectiva econômica, Warsh também destacou alguns aspectos positivos.
"Estou impressionado com o desempenho geral da economia, que parece ter se fortalecido", afirmou, citando indicadores como investimentos de capital das empresas, lucros corporativos e gastos do consumidor.
C.Cassis--PC