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Raul Velloso pede prioridade para soluções ao desequilíbrio fiscal
Em artigo, Raul Velloso defende que candidatos à Presidência detalhem propostas para conter déficits e o crescimento da dívida pública.
O economista Raul Velloso defendeu a intensificação do debate entre os candidatos à Presidência sobre medidas para enfrentar o desequilíbrio fiscal brasileiro. Para ele, há diagnósticos abundantes, mas poucas soluções prontas para aplicação pela próxima equipe econômica.
Velloso afirma que a crise combina déficits primários e nominais elevados e persistentes com uma carga tributária também alta. Segundo o autor, o aumento das necessidades de financiamento do setor público consolidado e das despesas com juros e amortizações tem impulsionado a dívida e afastado o país da estabilidade observada no início dos anos 2000.
O artigo aponta que as necessidades de financiamento do setor público consolidado passaram de R$ 460 bilhões em 2022 para cerca de R$ 1,1 trilhão em 2025. Entre 2023 e 2025, acrescenta, o déficit nominal acumulado chegou a aproximadamente R$ 3 trilhões.
O economista também diz que a piora recente alcançou União, demais entes federativos e empresas estatais. Na avaliação apresentada no texto, a dimensão e a disseminação do problema exigem soluções urgentes e de alcance relevante.
A.Santos--PC