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Chelsea vence PSG (3-0) e conquista Copa do Mundo de Clubes
O Chelsea superou todas as expectativas e fez história ao se tornar o primeiro campeão da Copa do Mundo de Clubes com uma vitória sobre o Paris Saint-Germain, atual campeão da Champions League, por 3 a 0 na final disputada neste domingo (13), nos arredores de Nova York.
Com um jogo sólido em todas as linhas e liderado pelo talento do meia-atacante Cole Palmer, de 23 anos, os 'Blues' deram mais um passo rumo ao retorno à elite do futebol mundial após várias temporadas de contratações de alto valor e resultados decepcionantes.
Palmer marcou dois gols (22 e 30 minutos) e depois deu assistência para o brasileiro João Pedro (43') encaminhar o triunfo ainda no primeiro tempo no MetLife Stadium, em East Rutherford, que contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cujo país sediará em 2026 a Copa do Mundo de seleções ao lado do México e do Canadá.
Os londrinos, comandados pelo técnico italiano Enzo Maresca, fecharam a temporada com dois títulos, após vencerem a Conference League no final de maio, tornando-se o único clube a vencer todos os torneios internacionais na Europa.
Apesar do cansaço da dura temporada europeia e das altas temperaturas dos Estados Unidos, a equipe inglesa conseguiu frear o ritmo frenético dos vencedores da Liga dos Campeões, que eram os francos favoritos graças ao seu futebol cativante, mas ausente neste domingo, e às suas vitórias contundentes.
- Xeque-mate -
O Chelsea conquistou seu segundo título mundial, após a edição de 2021 sob o antigo formato de sete times, se recuperando de uma derrota inesperada (3-1) na estreia diante do Flamengo na fase de grupos.
Mas, em seguida, acertou seu rumo com as vitórias sobre Benfica (4 a 1) nas oitavas de final, Palmeiras nas quartas (2 a 1) e Fluminense nas semifinais (2 a 0), enterrando o sonho sul-americano de ter um finalista.
Na final no MetLife Stadium, diante de 81.118 espectadores, a maioria torcedores dos 'Blues', os comandados de Maresca mostraram desde o início a intenção de causar mais impacto, usando as mesmas armas do PSG: pressão intensa na saída de bola adversária combinada com lançamentos longos explorando a lateral esquerda parisiense, coberta por Lucas Beraldo e Nuno Mendes.
Eles sufocaram os jogadores de Luis Enrique, que chegaram embalados após golear o Real Madrid por 4 a 0 nas semifinais, com Palmer comandando o time inglês que correram no seu ritmo e que logo aos oito minutos, com um chute de pé esquerdo que raspou a trave de Gianluigi Donnarumma, alertaram que não estavam na final a passeio.
Aproveitando a falta de reação e uma tarde para ser esquecida por Beraldo, o camisa 10 abriu o placar com dois gols muito parecidos dentro da área, incluindo belas finalizações de pé esquerdo na segunda trave do goleiro italiano.
No primeiro, ele aproveitou um lançamento longo do goleiro Robert Sánchez, que Mendes não conseguiu afastar, e no segundo, avançou sem marcação após um passe longo de Levi Colwill.
- Sánchez fecha o gol -
Antes do intervalo, que contou com uma apresentação musical de estrelas como J. Balvin, Doja Cat, Tems, Robbie Williams e Laura Pausini, o camisa 10 completou sua atuação com mais uma corrida pela direita, culminando em uma assistência para João Pedro finalizar com um toque sutil por cima de Donnarumma.
O brasileiro, contratado há poucos dias junto ao Brighton, manteve o brilho com que marcou dois gols contra o Fluminense, uma atuação esperada de Ousmane Dembélé, estrela do PSG na temporada, mas que não conseguiu lidar com a defesa londrina.
Um sério candidato à Bola de Ouro, o 'Mosquito' teve uma chance perfeita para diminuir o placar no início do segundo tempo (52') com um chute à queima-roupa que foi surpreendentemente defendido por Sánchez, estrela do Chelsea que também defendeu chutes de Désiré Doué (18') e Vitinha (59').
O goleiro espanhol foi essencial para manter sob controle o PSG, que mostrou mais sinais de vida no segundo tempo, mas nunca chegou ao nível que lhe permitiu erguer sua primeira 'Orelhuda' e vencer tudo na França nesta temporada.
Donnarumma evitou até que a derrota fosse por um placar ainda mais cruel ao defender brilhantemente um chute de longa distância de Liam Delap, que substituiu João Pedro.
A missão do PSG ficou ainda mais complicada nos minutos finais, quando ficou com um a menos, após a expulsão de João Neves (85') que recebeu um cartão vermelho direto por puxar o cabelo de Marc Cucurella.
V.Fontes--PC