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Fórmula 1 declara pela primeira vez 'calor extremo' no GP de Singapura
A organização da Fórmula 1 declarou nesta quinta-feira (2) "calor extremo" para o Grande Prêmio de Singapura, que será disputado neste fim de semana, uma nova regulamentação para manter os pilotos protegidos das altas temperaturas.
O diretor de corrida Rui Marques publicou um comunicado notificando as equipes sobre o regulamento, que permite aos pilotos o uso de coletes de resfriamento, já que a temperatura prevista deve passar dos 31°C.
"Depois de receber do Serviço de Meteorologia oficial uma previsão de que o Índice de Calor será superior a 31° em alguns momentos durante a corrida, foi declarado 'calor extremo'", explicou Marques.
O circuito de Marina Bay é um dos mais exigentes fisicamente na F1, onde o calor extremo e a umidade são um fator importante.
Os pilotos chegam a perder até três quilos durante a prova, que é disputada à noite e, em algumas ocasiões, alcança o limite de duas horas de duração.
Os coletes contam com tubos de refrigeração conectados a bombas e a um condutor de calor. Vários pilotos os consideram desconfortáveis, especialmente dentro do cockpit.
Por isso, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou que seu uso não é obrigatório, mas os pilotos e equipes que optarem por não utilizá-los terão que manter dentro dos carros o equipamento necessário para que eles funcionem.
Os pilotos que não usarem os coletes terão que ter nos carros 0,5 kg de peso adicional para não obterem vantagem sobre os que usam.
Este sistema começou a ser desenvolvido após o GP do Catar de 2023, no qual vários pilotos precisaram de atendimento médico pelas consequências do calor.
O britânico George Russell, da Mercedes, testou e aprovou o colete durante o GP do Bahrein.
"Com certeza, sempre tem o que melhorar. Queria dar uma oportunidade. Por enquanto, tudo bem", disse Russell.
F.Cardoso--PC