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Sabalenka diz que é 'injusto' mulheres transgênero participarem do circuito da WTA
A tenista bielorrussa Aryna Sabalenka, número 1 do mundo, considerou "injusto" o circuito internacional feminino (WTA) permitir que mulheres transgênero participem de seus torneios, embora elas estejam praticamente ausentes da elite do tênis mundial.
Convidada na terça-feira (9) à noite do programa do apresentador britânico Piers Morgan, Sabalenka foi perguntada sobre se tem a mesma opinião da ex-número 1 do mundo Martina Navratilova, que é contra a participação de mulheres transgênero nos torneios da WTA.
"É uma questão delicada. Não tenho nada contra elas, mas ainda assim sinto que elas têm uma enorme vantagem sobre as mulheres que não fizeram uma transição de gênero", explicou a bielorrussa.
"Acho simplesmente injusto uma mulher enfrentar jogadoras que são biologicamente homens", acrescentou.
"Uma mulher trabalha a vida inteira para superar seus limites e, de repente, tem que enfrentar um homem, alguém biologicamente muito mais forte. Não concordo com este tipo de coisa no esporte", concluiu a número 1.
Sabalenka vai enfrentar no dia 28 de dezembro, em Dubai, o australiano Nick Kyrgios em um jogo exibição que recebeu o nome de "A batalha dos sexos".
A participação de mulheres transgênero nos torneios da WTA é permitida, sob condições, pela entidade organizadora do circuito feminino.
Entre os critérios estabelecidos, as mulheres transgênero que desejam competir em um torneio desta categoria devem comprovar que a concentração de testosterona em seu sangue permaneceu abaixo de 2,5 nanomols por litro nos últimos dois anos.
Também é preciso enviar à WTA uma declaração assinada atestando sua identidade de gênero feminina ou não binária.
Na prática, nenhuma mulher transgênero ocupa atualmente as primeiras posições no circuito da WTA.
A americana Renée Richards, nascida Richard Raskind em 1934, é uma das poucas tenistas transgênero que competiu no mais alto nível.
Após disputar por várias vezes o US Open na categoria masculina na década de 1950, ela teve uma segunda carreira no circuito feminino entre o final da década de 1970 e o início da década de 1980.
Após pendurar as raquetes em 1981, Richards treinou, entre outras, Martina Navratilova.
J.Pereira--PC