-
Rússia derruba dezenas de drones desde início de trégua unilateral com Ucrânia
-
Conmebol cancela Independiente Medellín-Flamengo na Colômbia após incidentes com torcedores
-
Grama natural é instalada no estádio da final da Copa do Mundo
-
OMS alerta sobre mais casos de hantavírus, mas espera que surto em navio seja 'limitado'
-
Independiente Medellín-Flamengo é interrompido por protestos de torcedores colombianos
-
Trump sanciona Gaesa e mineradora canadense Sherritt em nova escalada contra Cuba
-
Corinthians avança às oitavas da Libertadores após empate (1-1) entre Platense e Peñarol no Grupo E
-
Valverde e Tchouaméni podem sofrer sanções do Real Madrid após briga
-
Venezuela reconhece morte de preso político quase um ano depois
-
Sinner exige "respeito" dos Grand Slams em meio a disputa sobre premiação
-
Sabalenka, Gauff e Andreeva estreiam com vitórias no WTA 1000 de Roma
-
Crystal Palace e Rayo Vallecano farão final da Conference League
-
Atores gerados por IA não poderão ser premiados no Globo de Ouro
-
Aston Villa e Freiburg vão se enfrentar na final da Liga Europa
-
Governadora de Nova York ordena que agentes do ICE atuem com rosto descoberto
-
Preços do petróleo fecham sessão com leve queda
-
Surto de 2018 na Argentina dá pistas sobre como o hantavírus se propaga
-
Israel e Líbano vão dialogar nos EUA, que espera resposta do Irã à sua proposta
-
CBF quer anunciar renovação de Ancelotti antes da Copa do Mundo
-
Zelensky recomenda que líderes estrangeiros evitem Dia da Vitória em Moscou
-
Trump se mostra satisfeito com reunião com 'dinâmico' Lula
-
Mais de 70 vítimas de Al Fayed receberam 'indenização completa' da Harrods
-
OMS acredita que haverá mais casos de hantavírus por surto em cruzeiro
-
Valverde é levado para hospital após briga com Tchouaméni em treino do Real Madrid
-
EUA ressalta 'sólidos' vínculos com Vaticano após reunião 'amistosa' entre Rubio e papa
-
Democratas dos EUA pedem fim do silêncio sobre política nuclear de Israel
-
COI devolve hino e bandeira aos bielorrussos, mas não aos russos
-
Observadores eleitorais da UE estão 'muito preocupados' com violência na Colômbia
-
O luto silencioso dos filhos de migrantes senegaleses desaparecidos no mar
-
'O hantavírus não é como a covid', diz médica que trata de paciente nos Países Baixos
-
Empresa de tradução DeepL reduz quadro de pessoal para acelerar transformação em direção à IA
-
EUA ressalta 'sólidos' vínculos com Vaticano após reunião 'amistosa' de Rubio com o papa
-
Ilhas Canárias em alerta com chegada de navio com surto de hantavírus
-
Assassinato de adolescente a caminho da escola choca cidade francesa
-
Em busca da reeleição, Lula visita Trump para dissipar tensões
-
Os destaques do Festival de Cannes
-
Governo trabalhista enfrenta teste nas eleições locais britânicas
-
Os filmes na disputa pela Palma de Ouro do 79º Festival de Cannes
-
Festival de Cannes terá edição repleta de estrelas
-
Irã examina proposta mais recente dos Estados Unidos para acabar com a guerra
-
Navio com surto de hantavírus segue para a Espanha; pacientes são hospitalizados na Europa
-
Luiz Henrique: Após 24 anos de espera, Brasil tem a 'ambição de ganhar a Copa'
-
Cantora britânica Bonnie Tyler é hospitalizada em Portugal
-
Assassinato de adolescente a caminho da escola deixa cidade francesa em estado de choque
-
UE anuncia acordo para proibir IA que cria imagens sexuais falsas
-
Japão lança mísseis durante exercícios e irrita a China
-
Fluminense empata com Independiente Rivadavia no fim (1-1) em noite de recorde de Fábio
-
Corinthians arranca empate no fim (1-1) contra o Santa Fe na Libertadores
-
Seleção mexicana excluirá da Copa do Mundo jogadores que faltarem ao início do período de treinos
-
Juiz dos EUA divulga suposta nota de suicídio de Jeffrey Epstein
"É surreal": a ressurreição olímpica da esquiadora brasileira Bruna Moura
Da sua cama de hospital, com múltiplas fraturas após um acidente automobilístico que a impediu de participar dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, a esquiadora brasileira Bruna Moura fez uma promessa a si mesma: se recuperar e voltar a competir. Quatro anos depois, ela estará em Milão-Cortina 2026.
Enquanto contava os dias para sua estreia olímpica em Pequim 2022, Moura viajava como passageira em uma van da Áustria para a Alemanha, onde pegaria um voo para a China.
Ela nunca chegou ao seu destino.
O veículo sofreu um acidente, e o motorista morreu na hora. Ela foi levada de helicóptero para um hospital com fraturas em três costelas, um braço e o pé esquerdo, além de lesões nos pulmões.
"Desde o começo, desde os primeiros dias do acidente, eu já falava para mim mesma que eu iria me classificar para 2026. Não é uma questão de arrogância, mas é um sonho. E eu iria lutar por isso", conta Bruna, de 31 anos, nascida em Caraguatatuba, litoral de São Paulo, em entrevista à AFP.
"Lógico que a gente não pode garantir o que vai acontecer daqui a quatro anos. Mas o que a gente pode garantir é o quanto a gente vai lutar", diz ela, em uma videochamada feita de Nunspeet, cidade de 28 mil habitantes na Holanda, onde Bruna mora há quatro anos.
Ela vai competir pelo Brasil em três provas de esqui cross-country nestes Jogos Olímpicos: o sprint, o sprint por equipes e a prova de 10 km.
Nenhum país sul-americano jamais conquistou uma medalha em um evento dos Jogos Olímpicos de Inverno.
- Dor virou rotina -
"A sensação que eu tenho em relação a isso é de uma vitória que eu não senti quando eu me classifiquei para Pequim. É totalmente diferente", conta a atleta, sorridente.
"É surreal", acrescenta, embora ainda sinta um desconforto no pé esquerdo ao esquiar.
Durante a longa reabilitação, coisas simples como tomar banho se tornaram um desafio.
Ela retornou às competições em 2023, adaptando seus métodos de treinamento às sequelas do acidente: "A dor se tornou parte da rotina".
E o destino parecia conspirar contra ela. Foi diagnosticada com toxoplasmose em 2024, perdeu 25% da visão do olho direito e teve que interromper os treinos novamente.
A estratégia desenvolvida com sua treinadora, a esquiadora olímpica letã Baiba Bendika, foi focar em seu ponto forte, a corrida de velocidade, devido às dificuldades físicas que enfrentava em provas de longa distância.
"Sempre tive resultados melhores em provas mais curtas. Sempre fui mais explosiva. Mas, de fato, após o acidente, eu tive uma melhora muito maior", diz Bruna.
"Minha treinadora levou tudo em consideração. Todo o histórico por trás disso, todos os feedbacks (...) Houve momentos em que eu queria forçar um pouco mais e ela foi quem me segurou. Dizia: 'Não, a gente vai por esse caminho aqui'. Então, estou muito feliz com isso, que ela teve esse olhar técnico", explica a esquiadora paulista.
"Quando você tem um ponto forte e um fraco, você vai focar no fraco para desenvolver esse ponto fraco e tentar equilibrar tudo. Mas a gente sabia que o meu ponto forte tinha ainda mais espaço para melhora", afirma ela.
- Promessa cumprida -
Cada obstáculo reavivava o trauma do acidente. Sua psicóloga, conta Bruna, sempre lembrava a ela "da promessa que foi feita para aquela menina na cama de hospital".
"Foi legal, muito legal", acrescentou.
No final de 2025, ela retornou para as provas de classificação e garantiu sua vaga nos Jogos Olímpicos de Inverno.
"Durante mais da metade da minha vida eu tenho lutado para me tornar uma atleta olímpica, mas eu não quero simplesmente chegar lá e dizer 'eu sou uma atleta olímpica'. Posso cruzar a linha de chegada", diz ela. "Eu quero fazer por merecer (...) Quero chegar nos Jogos Olímpicos entregando o meu melhor pelo país, por essas pessoas, pela realização do meu sonho".
O Brasil terá na Itália sua maior delegação de todos os tempos nos Jogos Olímpicos de Inverno, com 14 atletas.
E.Borba--PC