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Vice-presidente da Fifa minimiza temores políticos e de segurança antes da Copa do Mundo
As preocupações políticas e de segurança generalizadas em torno da Copa do Mundo de 2026 não são novas e serão esquecidas assim que a bola rolar no dia 11 de junho na Cidade do México, disse o vice-presidente da Fifa, Victor Montagliani, nesta quarta-feira (25).
Os preparativos para o torneio, organizado em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá, foram complicados pela guerra no Oriente Médio, pelas medidas de controle de imigração do governo de Donald Trump e pela violência do crime organizado no México, entre outros fatores.
A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) afirma ter iniciado conversas com a Fifa sobre a possibilidade de transferir seus jogos para fora dos Estados Unidos, em resposta aos alertas de Trump de que os jogadores iranianos estariam em perigo.
Enquanto isso, os fãs relatam dificuldades na obtenção de vistos e medo dos controles migratórios.
Mas Montagliani, que preside a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), disse que as preocupações não são diferentes daquelas que antecederam edições anteriores.
"A realidade da Copa do Mundo é que sempre houve questões geopolíticas. Sempre", declarou o dirigente na conferência Business of Soccer, realizada em Atlanta, nos EUA.
"Voltemos a 1978, à Argentina, à junta militar e tudo mais", acrescentou Montagliani, referindo-se à edição que ocorreu durante a ditadura militar no país sul-americano.
Organizações de direitos humanos afirmam que cerca de 30 mil pessoas morreram ou desapareceram durante a ditadura argentina, uma das mais sangrentas da América Latina.
"Neste momento, tudo está amplificado porque tudo no mundo está amplificado, seja nas redes sociais ou na forma como a mídia noticia os acontecimentos", disse o vice-presidente da Fifa.
"E no final, como em qualquer outra Copa do Mundo, no dia 11 de junho, quando a bola começa a rolar, de alguma forma todos se esquecem de tudo e começam a se preocupar com o jogo", acrescentou.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem sido alvo de críticas por sua estreita relação com Trump, que inclui sua participação em uma cúpula de paz sobre Gaza organizada pelo presidente americano.
Infantino entregou a Trump o recém-criado Prêmio da Paz da Fifa na cerimônia do sorteio dos grupos da Copa do Mundo, em dezembro.
"No final das contas, nosso principal objetivo é garantir segurança de alto nível, por isso precisamos ter um relacionamento sólido com todos os governos: Canadá, Estados Unidos e México", disse Montagliani.
"Que os torcedores estejam em segurança. Que se divirtam. E então, quando a bola rolar, tudo será sobre futebol", concluiu.
E.Raimundo--PC