-
Protestos ressurgem em uma Venezuela sem a mão de ferro de Maduro
-
Trump alerta que Irã pagará o preço por demorar 'demais' a negociar
-
Papa abençoará a Sagrada Família em Barcelona, a igreja mais alta do mundo
-
Copa do Mundo é momento de risco para dependentes de apostas esportivas
-
Pelúcias de Messi como 'GOAT' fazem sucesso entre torcedores na China
-
Julian Barnes vence o prêmio Princesa das Astúrias de Letras
-
Valeria, uma jovem ucraniana que enfrenta as cicatrizes psicológicas da guerra
-
Suspeito de ataque em Belfast comparece a tribunal após noite de violência
-
Árbitro impedido de entrar nos Estados Unidos é recebido como herói na Somália
-
Nova companhia aérea saudita inicia operações durante guerra no Oriente Médio
-
Número de mortos em terremoto nas Filipinas sobe para 46
-
Candidato republicano apoiado por Trump disputará o governo da Califórnia
-
Irã e EUA anunciam ataques e possibilidade de acordo de paz fica mais distante
-
Com gol de Messi, Argentina vence Islândia (3-0) em amistoso preparatório para Copa
-
EUA bombardeia Irã após acusá-lo de derrubar helicóptero
-
Colômbia vence Paraguai (4-3) e é campeã da Liga das Nações Feminina
-
Ameaças a congressistas americanos disparam no Facebook
-
Coreia do Norte diz que visita de Xi originou 'plano abrangente'
-
Filho do cineasta Rob Reiner, acusado de matar os pais, reivindica fundos da família
-
"Espero que tenha algo italiano no menu", diz piloto da Artemis III
-
Uma mulher à frente da ONU? Candidatas acreditam que chegou a hora
-
Benfica se despede de Mourinho e anuncia acordo com Marco Silva
-
Endrick, Nico Paz, Cubarsí... Jovens, mas prontos para a Copa do Mundo
-
Atalanta demite técnico Palladino e Sarri poderá sucedê-lo
-
Papa discursa sobre saúde mental e feminicídios durante vigília na Espanha
-
Arquibancadas, gramado, logotipos: estádios da NFL se transformam para a Copa do Mundo
-
Tuchel sobre Inglaterra na Copa do Mundo: 'Não somos grandes favoritos'
-
Trump acusa Irã de derrubar helicóptero dos EUA e promete 'responder'
-
Milhares de manifestantes fecham avenida que dá acesso a estádio da Copa no México
-
Funcionários do estádio de Los Angeles chegam a acordo para evitar greve durante Copa do Mundo
-
Anthropic lança sua IA mais potente, com restrições por cibersegurança e riscos biológicos
-
Barça ameaça adotar "medidas legais" após ser alvo de acusações de Florentino Pérez
-
Aos 44 anos, Serena Williams volta às quadras com vitória em jogo de duplas em Queen's
-
Real Madrid anuncia saída de Álvaro Arbeloa
-
Resultado final do 2º turno presidencial no Peru pode demorar duas semanas ou mais
-
Atlético rejeita proposta de 150 milhões de euros do Real Madrid por Julián Álvarez
-
Grupo de homens protesta no Afeganistão contra restrições às mulheres
-
Italiano Luca Parmitano será 1º europeu a integrar missão Artemis
-
Manifestante morre em protesto no Quênia contra centro de quarentena do ebola para americanos
-
'Sensação diferente', diz Neymar sobre disputar sua 'última' Copa
-
Nintendo anuncia remake do jogo 'The Legend of Zelda: Ocarina of Time'
-
Laterais: uma dor de cabeça para Ancelotti na Seleção
-
Crianças do Sudão do Sul comem folhas e ninfeias para sobreviver (ONG)
-
Seleção iraniana viajará para os EUA na véspera de sua primeira partida
-
Sheinbaum classifica protestos de professores no México antes da Copa como 'provocação'
-
Zagueiro Ronald Araújo é dúvida no Uruguai para estreia na Copa do Mundo
-
Trump, protagonista da disputa eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro
-
Paz e apenas futebol: o que se espera da Copa do Mundo no fim da contagem regressiva
-
China acusa EUA de 'reprimir' suas empresas em lista do Pentágono
-
Quenianos protestam contra centro de quarentena de ebola para americanos em cidade turística
Copa do Mundo é momento de risco para dependentes de apostas esportivas
A Copa do Mundo, que começa na quinta-feira (11) na América do Norte, representa um momento de alto risco de dependência em apostas esportivas para jovens e pessoas com menor autocontrole, alertam associações e especialistas antes do início do torneio.
"Essa festa coletiva é vista como uma oportunidade para atrair um público mais jovem, menos interessado em futebol no restante do ano, para as apostas esportivas", afirmou à AFP o sociólogo francês Thomas Amadieu, autor do livro "La fabrique de l'addiction aux jeux d'argent" ("A fabricação da dependência dos jogos de azar" em tradução livre).
Segundo ele, a Copa do Mundo é "um momento de risco", em que "a promoção das apostas é cada vez mais eficaz", impulsionada pelo aumento da publicidade, de premiações e de campanhas com influenciadores.
"Em poucos anos, as apostas se banalizaram. Associar apostas esportivas ao esporte representa uma grande mudança sociológica e é muito difícil desfazer esse vínculo", destacou Amadieu.
Ele compara o fenômeno à associação criada pela indústria do tabaco entre cigarro e ideias de liberdade, transgressão e prazer.
"Mas alguns atletas, como Kylian Mbappé, consideram negativa a associação de sua imagem a marcas de apostas esportivas. As apostas também podem gerar pressão e comentários agressivos nas redes sociais quando os atletas não têm o desempenho esperado", acrescentou.
- Jovens como alvo -
Em um evento de grande impacto social, os jovens ficam especialmente expostos à publicidade de apostas nas redes sociais e nos espaços públicos.
No Reino Unido, a publicidade de casas de apostas é proibida dos cinco minutos antes aos cinco minutos depois das partidas. Algumas associações consideram a medida positiva, mas insuficiente.
"Deveria ser de uma hora antes até uma hora depois dos jogos", defendeu à AFP Myriam Savy, diretor da associação Addictions France.
Ela também propõe impedir que empresas do setor utilizem patrocínios para contornar restrições à publicidade.
Para Amadieu, as estratégias comerciais das empresas podem ser uma armadilha especialmente para adolescentes.
"O cérebro deles ainda não está maduro, então têm mais chances de perder o controle", explicou.
Segundo ele, isso pode levar jovens a apostar mais do que pretendiam, tentar recuperar perdas, contrair dívidas, pedir empréstimos, sofrer estresse e mentir para suas famílias.
"Iniciar os jovens nos jogos significa, para os operadores, garantir uma audiência por muitos anos", afirmou.
- Legislação protetiva -
Outro grupo vulnerável são os moradores de áreas mais pobres, onde a promessa de dinheiro fácil pode ser especialmente atraente.
"Nos bairros populares existem mensagens que podem acionar certos mecanismos: reconhecimento social, fuga do cotidiano e a possibilidade de ganhar dinheiro rapidamente", explicou Amadieu.
As associações defendem regulamentações mais rígidas e restrições à publicidade, em vez de confiar na autorregulação das empresas do setor.
"A indústria responsável pelos danos se apresenta como a solução do problema para evitar regulamentações mais protetivas aos jogadores", criticou o sociólogo.
"Cada vez mais países restringem a publicidade e a oferta de jogos, adotando regulamentações mais firmes", concluiu.
M.Carneiro--PC